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Agora que já jantei e dei uma longa (diria extensa) caminhada pelas ruas de Genebra, vou contar mais algumas coisas que considero “estranhas” que vi aqui:

- Vinho é mais barato do que água (e a piada sobre isso é que um delegado de outro país contou que foi a uma loja comprar Listerine e descobriu que custa mais caro do que uma garrafa de vinho e por isso tinha uma dúvida: Bochechar vinho mata os germes ?).

- Todas as torneiras têm dois controles: GELADO e FERVENDO… queimei a mão algumas vezes, congelei em outras, mas já estou mais acostumado (o mesmo vale para o chuveiro).

- Existem placas de trânsito aqui que são de outro mundo !!! (vou ver se consigo postar alguma foto delas aqui)

- As máquinas que vendem salgadinho (também conhecida como “fliperama de gordo”) aqui vendem mais coisas: água, refrigerantes, chocolates, isqueiros, doces e preservativos aromatizados (por isso cuidado com as crianças perto destas máquinas aqui. Segundo um amigo da Malásia, o que fazer se uma criança pedir: “Papai, eu quero aquilo de morango !”).

- Se alguém aí acredita que “De graça até ônibus errado serve”não venha para Genebra. Para turistas hospedados aqui, o ônibus é “de grátis” mesmo !!! Pelo que entendi, todo o transporte público é gratuito para turistas, que recebem um bilhete que vale por toda a sua estadia (vi além dos ônibus, trens e uma coisa esquisita chamada Tram que não me atrevo a descrever, mas acho que essa era a idéia do famoso “fura-fila” de São Paulo).

- O transporte público funciona assim: Você compra um cartão (ou se for turista, ganha um) , guarda no bolso e entra no transporte. Se por acaso um fiscal entrar e te pedir, você apresenta. É tudo na base da confiança mesmo (pq será que tenho a impressão que isso não daria certo no Brasil ?).

- Em cada ponto, estação de trem ou “coisa” onde o “Tram” pára, existe uma máquina que vende os cartões, com todos os horários dos transportes e com os mapas (um pouco mais complicados do que o citado logo abaixo)…

- Como bom Corinthiano, tenho um protesto a registrar: “As janelas dos ônibus não podem ser abertas, são vidros fixos !!!”. Como é que a Fiel poderia andar aqui com os braços para fora, batucando na lataria e cantando nosso mais discreto hino: “Poro pó pó” ?

- Se não souber ler mapa, nem falar francês, não tente pegar transporte público !!! Dá uma olhada nos mapinhas bem simples que eles usam aqui, neste link. Fácil de entender né ?

- Quer acertar a hora do seu relógio ? É bem fácil: vá até o primeiro ponto de ônibus, consulte o horário do próximo ônibus e fique esperando (quando marca 18:47 ele passa 18:47 mesmo…). Só para constar, descobri que meu relógio estava quatro minutos adiantados assim !!!

- Aventura legal mesmo para quem gosta de emoções fortes é entrar em um restaurante onde ninguém fala inglês, ler o cardápio todo em Francês e literalmente “tentar a sorte”… Fizemos isso umas duas vezes e deu certo !!!

- Aprenda a pedir bebidas em Francês… Só as básicas. Passamos cinco dias aqui bebendo basicamente Coca Cola pq era tudo o que conseguiamos explicar !!! (nos primeiros dias tentamos pedir Coca Zero mas depois desistimos… dá qualquer uma mesmo). Com água é a mesma coisa, e não dá prá beber da torneira antes que alguém pergunte…

- Existe uma faixa de pedestres que fica perpendicular a calçada (e não paralela). Não entendi o significado dela, mas quase fui atropelado ou tive uma paralisia cerebral quando fui atravessar a primeira vez (reflexo condicionado mesmo, pois entrei na faixa olhando para o chão e simplesmente virei à esquerda e quase morri do coração quando vi um monte de carros vindo!!!). E antes que alguém fale que isso é coisa de brasileiro, o mesmo aconteceu com um amigo da Malásia. Além disso esta faixa passa por cima das calçadas… vai saber (será que é faixa para cachorro ?).

- Vi até ônibus parar quando as pessoas põem o pé na faixa para atravessar. Na primeira vez, estávamos parados aguardando o ônibus passar e uma senhora simplesmente passou com tudo e atravessou (fechei até o olho prá não ver a mulher sendo atropelada, mas o ônibus parou e o motorista ainda acenou com a cabeça para a senhora). Igualzinho no Brasil (com a diferença que no Brasil, quando conseguem parar, os motoristas acenam com o dedo mesmo).

- Conto esta última com dor no coração, mas devo ser justo com meus leitores. Uma das coisas que mais me fizeram rir eram as conversas em Inglês que eu insistia em ter com um delegado de Portugal (João Neves)… Em uma das vezes, chegamos a conversar por cinco minutos em inglês até que eu me toquei e perguntei ao Gajo “Why we’re speaking in English ?” ao que respondeu “I don’t know”… gargalhada geral (e aconteceu umas quatro vezes nesta semana…).

- E para fechar com chave de ouro: “Até mendigo aqui fala francês”… Êta povinho chique, não é mesmo ?

Gostaria de poder contar mais coisas estranhas que vi aqui, que me fizeram rir para não chorar várias vezes, mas infelizmente não posso… é realmente uma pena… SO DECIDED :P

4 Responses to “Coisas estranhas que vi em Genebra (e que posso contar)”

  1. Marco

    Cá em Portugal o Tram chama-se eléctrico, devido a ser movido a electricidade, básicamente aquilo é um metro só que de superficie, anda em carris e não na estrada. O vosso fura fila, pelo que vi na wikipedia tem pneu, estes não. Digamos que é um comboio (Trem) movido a electricidade mas mais pequeno para andar dentro das cidades.

    As torneira ai no Brasil não tem Gelado e Fervendo?

  2. Arthur

    Bom, salvo engano o tal do Tram o qual você se refere, é um neto ou bisneto dos “bondes” que existiam entre outros lugares no Rio de Janeiro….
    É bem peculiar um “trem ao ar livre”.

  3. alexandra

    kando pux no google coisas estranhas e m aparexeu ixto eu pensei k ias falar d espiritos ou cenas axxim

  4. thamires

    gostei da estoria pô + pensei qe era + asustado!!!

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