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Só prá descontrair um pouco do stress do OpenXML, li hoje uma matéria muito interessante comentando a análise do Gartner Group sobre o sistema operacional Windows.

A matéria, disponível aqui, afirma que o Windows está entrando em colapso. Que grande novidade, né ?

Para quem ainda não sabe, eu passei os últimos 10 anos da minha vida praticamente ganhando a vida desenvolvendo software em platafoma Microsoft (incluindo aí drivers) e por isso, sei bem do que estou falando.

Um exemplo disso, é que quando se consultam as “APIs documentadas” do sistema operacional logo se percebe como deve ser difícil trabalhar com desenvolvimento na Microsoft. Em versões aparentemente similares de Windows, determinadas chamadas ou pilhas de chamadas mudam completamente e com o passar do tempo, a tendência a reutilizar cada vez mais o que já foi desenvolvido (por pior que seja) acaba sendo a única saída (e está aqui a minha análise sobre a utilização do Windows 2003 como base para o Vista).

Uso o termo “APIs documentadas” pois já trabalhei em versões de debug do Windows e em determinados momentos vemos “funções fantasmas” sendo executadas, o que significa que nem tudo o que está disponível aos desenvolvedores internos da empresa está documentado para uso externo.

O que me motivou a escrever este post é fazer duas (ou três) recomendações aos órfãos do colapso:

1 - Para desktop, recomendo a todos o Ubuntu, por ser a distribuição Linux que conheço que é mais fácil de utilizar e manter. Ela pode ser utilizada por qualquer usuário (minha filha de 5 anos a utiliza desde seus 3 anos de idade) e é muito intuitiva e prática. Para quem tem um pouco mais de conhecimento técnico, sabe ler fórum de discussão e possui um processador 64 bits (como os da AMD) recomendo mesmo o Ubuntu 64 bits. Uso ele em meu notebook e ele chega a ficar 4 vezes mais rápido do que o sistema operacional do colapso rodando na mesma máquina.

2 - Para servidores, recomendo Debian e/ou RedHat. As duas distribuições são flexíveis, estáveis e seguras, além de possuir ferramentas de manutenção e administração equivalentes. O Debian é suportado por diversas empresas especializadas em software livre no Brasil, dentre elas a 4Linux (que eu recomendo mesmo). O RedHat têm suporte da própria empresa que é tido como o suporte mais eficiente no mundo do software livre, além de ter também uma versão (Fedora) que é desenvolvida e suportada pela comunidade (como o Debian).

Como podem ver, os órfãos do colapso ou aqueles que tem o mínimo de juizo para evitar que suas empresas sejam vítimas dele já possuem excelentes alternativas. Não preciso nem dizer que qualquer uma das distribuições acima citadas trabalham nativamente com documentos ODF, afinal de contas o colapso em formato de documentos tem nome: OOXML.

E pessoal, não se esqueçam: Até o Gartner está avisando que chega de Windows…. E seu chefe pode ter lido este post também (ou alguém, um dia, vai mostrar isso prá ele e aí, o quem vai ter o colapso é você !!!).

Agora entendo mesmo o motivo para eles terem insistido tanto com o OpenXML: Querem oferecer uma solução ponta a ponta, o colapso completo (sistema operacional, arquivos e todos os seus documentos e informações). Eitcha povinho competente, sô !!!

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5 Responses to “Gartner: O Windows está entrando em colapso… jura ?”

  1. D4LT0N

    Concordo com o que foi escrito aqui. E gostei muito da forma com que a informação foi elaborada. Acrescento que o suporte comunitário quebra o galho e pode ser bem suficiente se na equipe interna houver pessoal capacitado. Agora, se a organização necessita de um suporte profissional ao sistema operacional, de fato é mais garantido contratar um serviço como Red Hat, 4Linux etc. Talvez acabe não gastando tão menos quando se imaginava a princípio. Afinal, software livre (”free as in freedom”) não é sinônimo de grátis (”free as free beer”), tanto que não gosto de quem fala nativamente a língua portuguesa, que tem a vantagem de possuir vocábulos bem distintos para as duas idéias, e insiste em usar o termo inglês, dizendo por exemplo”a ferramenta tal é ‘free’”. É certo, por outro lado, que terão muito menos dores de cabeça do que com o suporte de Redmond, provavelmente mesmo com o suporte comunitário, dependendo da qualificação do pessoal interno.

  2. Rubens

    O problema de se usar uma distro linux não é em si em usá-la, pois é muito semelhante ao Windows… o grande problema é dar manutenção, visto que precisa de um conhecimento mais profundo de informatica e programação para poder fazer algum reparo no sistema.. só quando o Linux tiver a mesma praticidade de uso do Windows e OS 2 que vai ser uma excelente alternativa….

  3. Jomar

    Rubens,

    Fico com a impressão de que faz tempo que você não utiliza um Linux.

    O UBUNTU que mencionei não precisa de nenhum programador para sua manutenção. Eu acho até que e mais fácil hoje em dia manter um Linux do que um Windows decente, dada a lista (e o trabalho) para deixar anti vírus, anti spyware, firewall pessoal e todos os outros anti obrigatórios atualizados e configurados.

    Teste o UBUNTU e conte aqui o que achou dele…

    abs,

    Jomar

  4. MacGyver

    Realmente o problema de manutenção deixou de ser um espantalho para o Linux. Mas oq ainda implica na maior utilização de sistemas windows é a variedade dos softwares disponíveis apenas pra ele. Por maior q seja a compatibilidade do rine pra rodar tais aplicativos, nunca serão nativos. Ainda penso q um dia a microsoft utilizará a plataforma linux pros seus sistemas, se tornando uma grande distro com uma grande grade de programas e suporte disponível pra ele, pois com o tempo a maioria dos usuários estarão utilizando o linux em casa e no trabalho. Acredito sim ser este o futuro, e aí então, teremos plataformas com real concorrencia e livre arbítrio para os usuários utilizarem os seus softwares prediletos, tanto jogos e aplicativos de renderização, ao seu gosto.

  5. D4LT0N

    O problema não é de variedade de software. Esta há e muita. O que ocorre, de fato, é que os mesmos e exatos programas que são os mais utilizados na plataforma de Redmond nem sempre são encontrados nativamente em GNU/Linux. Contudo, há muitas ferramentas nativas que são semelhantes ou às vezes bem superiores àquelas com que a maioria dos usuários está acostumada. Ademais, se determinado programa popular ainda não se encontra para GNU/Linux, é apenas questão de tempo até que a fabricante perceba que não pode mais ignorar essa crescente fatia do mercado. E viva a livre concorrência: se seu fornecedor não se atenta a plataformas alternativas a Redmond, provavelmente deve existir substituto.

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