void life(void)

Alguém pode me responder quanto é 2 + 2 ?

Pois é, se o JTC1 tivesse feito esta pergunta, faria desta forma: 2 + 2 = 6 ?

Como não existem regras nem critérios rígidos que conduzam a avaliação dos países (NBs) vira tudo uma bagunça. Existem as diretrizes do JTC1 mas na verdade elas foram ignoradas até por eles…

Em tese todos os NBs devem ter feito uma análise técnica e constatado que 2 + 2 = 4 (e não 6) e aí aparece a falta de critério gritante que permite aberrações:

1 - Uma parte dos NBs, decide por CONSENSO (que para a ISO é ausência de contraposição fundamentada) e por isso passam horas e horas discutindo e decidem votar NÃO, por que simplesmente não se consegue fundamentar tecnicamente o fato de 2 + 2 serem 6 !!! Na maioria dos NBs onde isto ocorreu, o voto foi NÃO.

2 - Uma parte dos NBs decide por VOTO. Aí mora o perigo… Parte de seus membros são do lado do SIM e parte do NÃO e ignorando toda e qualquer análise técnica feita, decidem no voto uma questão absolutamente técnica, óbvia e gritante como essa. O resultado disso não pode ser pior: Quem “influenciar”  mais votos ganha (para a vergonha dos que sabem que 2 + 2 = 4). Na imensa maioria dos NBs onde isso ocorreu, o voto foi SIM.

3 - Uma parte dos NBs, decide ficar fora da decisão e vota abstenção. Interessante notar que destes, a maioria chegou a debater mas a decisão final (em alguns casos de um único indivíduo) era de atender a algum interesse específico e simplesmente não agradar nem irritar ninguém. Em cima do muro mesmo.

Com critérios  tão compatíveis, será que dá mesmo para acreditar no resultado desta votação ? Será que a “boa técnica” foi levada a sério ? Não seria melhor se analisar NB por NB, levantar a lista de empresas participantes e chegar a uma conclusão (ou seja, quem foi o grande responsável por fazer o mundo ignorar que 2 + 2 = 4) ? Infelizmente isso não poderá ser feito pois o “manto” do sigilio está sobre diversos NBs (transparência zero e por isso é que coisas “anormais” andam ocorrendo mundo a fora).
Falando em responsabilidade, depois de ler e reler as diretrizes do JTC1 e tentar através de todos os meios que disponho (incluindo aqui a ABNT), não consegui ainda ter respostas para as seguintes perguntas (todas elas são decisões tomadas contrárias as diretrizes do JTC1):

1 - Por que o OpenXML foi aceito pelo JTC1 sem que um SC (neste caso o SC34) o aceitasse ?

2 - Por que os 6 meses de análise e voto foram  iniciados sem que os contraditórios fossem resolvidos (aliás, grande parte deles foi SUMARIAMENTE IGNORADA até hoje) ?

3 - Por que convocar um BRM após uma derrota completa (nos dois critérios) como a de Setembro, com mais de 3500 problemas técnicos apresentados ? Dava mesmo prá acreditar que tudo isso seria discutido em apenas 5 dias ?

4 - Por que  se permitiu que uma norma tivesse uma “votação final” SEM QUE O SEU TEXTO FINAL FOSSE SEQUER APRESENTADO ???

O mais próximo que cheguei de respostas para a maioria destas perguntas é: O JTC1 decidiu assim…

Como o JTC1 é formado por pessoas, realmente eu gostaria de saber OS NOMES DOS RESPONSÁVEIS POR ESTAS DECISÕES.

Só assim poderemos iniciar uma apuração real dos fatos… so resolved (or not ?).

4 Responses to “OpenXML: Critérios e Responsabilidade”

  1. Responsável

    Trabalho sério é diferente! OOXML

  2. Guilherme

    O que me entristece nisso tudo é que foi só a força econômica da Microsoft que prevaleceu, nenhum mérito técnico nisso, afinal, um padrão com tantas falhas técnicas que não foram discutidas e aprovadas na marra, assim, tão simples.

    A imagem da ISO foi jogada na lama, e, creio eu, que será difícil de reconquistar sua reputação.

    Sendo assim, proponho eu que seja criada uma nova empresa de padronizações e normas, já que pode haver 2 padrões, um deles forçado goela abaixo, redundantes, pode haver 2 empresas para fazer a mesma função, o que acham?

  3. ARO

    Como dizia o Metallica “Sad But True”!

  4. Quer entender como eles trabalharam ? | void life(void)

    […] comentei em um post anterior que era necessária a lista de organizações que faziam partes dos comitês, agora acho que ela é […]

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