Gostei de ler o anúncio feito pela IBM, divulgando sua nova política de participação em entidades de padronização.
Acho muito importante a publicação de tal política, pois a partir de agora as decisões tomadas e ações realizadas pela empresa na área de padronização poderão ser mais claramente compreendidas e analisadas. Além disso, cabe a todos nós, que participamos de discussões internacionais de padronização, o papel de fiscalizar o comportamento dos representantes da empresa nos comitês.
Gostei também dos comentários feitos pelo Andy Updegrove sobre o anúncio. Como o Andy, eu também participei do grupo que discutiu durante semanas o tema, e foi uma discussão muito produtiva e construtiva e acredito que mais frutos virão dela. Foi um grupo heterogêneo e foi prá mim uma honra e um grande aprendizado poder participar dele.
Um dos principais pontos que defendi durante as discussões foi a transparência (e os danos causados pela falta dela). Acho que consegui dar minha pequena contribuição e, espero realmente que o anúncio de que o grau de abertura dos comitês de padronização será levado em consideração para que a IBM decida participar ou se retirar dos comitês, sirva de recado aos que se agarram com amargura á falsa proteção do sigilo (vcs sabem quem são… ok?).
Pelo visto a era onde se desenvolviam padrões á portas fechadas, por vezes usando gente honesta para legitimar decisões e mascarar interesses está chegando ao fim. É uma grande pena que tem gente que ainda insista neste modelo falido, aqui mesmo no Brasil (prá não perder a piada, e sim o amigo, desenvolvendo normas dignas da “novela das oito”
).
Espero realmente que este anúncio seja apenas o primeiro no mercado, que precisa cada vez mais ser transparente e ter empresas com posicionamento claro.
Para mim transparência é um santo remédio (amargo e não ingerido “via oral” por muita gente
).


