void life(void)

Como a maioria de vocês já deve saber, passei o mês de Outubro em uma maratona de palestras sobre ODF. Durante a maratona, tive a oportunidade de assistir algumas palestras da Microsoft sobre Interoperabilidade e gostaria de contar aqui um pouco do que presenciei (o post é longo mas vale a pena).

A primeira oportunidade de ver nossos amigos de Redmond apresentando o tema foi no comício realizado por eles no final do Latinoware 2008. Não chamo aquilo de palestra, pois eles não permitiram perguntas do público, tal como um comício. Por sorte a platéia não era grande e eu mesmo só fiquei para assistir para “poder contar como foi”.

Me chamou a atenção na apresentação deles o fato de citarem a harmonização entre OpenXML e ODF como um desafio de seus projetos de Interoperabilidade. Não sei como o resto do mundo encara isso, mas aqui no Brasil dizemos que é “criar a dificuldade para vender a facilidade”. Em outras palavras, criaram o problema de fragmentação em formatos de documentos e agora querem se fazer de bonzinhos pois querem “resolver mais este problema”.

Para evitar temas polêmicos, gastaram grande parte da apresentação mostrando ferramentas de virtualização da Microsoft, rodando Suse Linux dentro do Windows Vista (com perdão da má palavra, claro). A grande pergunta que não pode ser feita seria: “isso aí funciona com o Debian ?”, mas claro, a platéia tinha que ficar calada.

Acho interessante ver que eles evoluíram. Há poucos meses, interoperabilidade para eles era colocar o Excel trabalhando com o PowerPoint, mas agora foram além, o Widows fala com o Suse Linux. Não sei o que vocês pensam sobre isso mas para mim a Novell é o departamento Open Source da Microsoft (e isso aliás me deixa muito chateado, pois eu era mesmo fã número 1 do NetWare e do NDS nos anos 90). Em resumo, com Windows ou com Linux (ou melhor, com Suse Linux) a Microsoft sempre sai ganhando.

Ao término da palestra, fui conversar ao palestrante da Microsoft e lhe fiz uma pergunta básica: “Estou acostumado a ver a Microsoft falar sobre padrões abertos sempre confundindo o tema com especificações publicadas na Internet, interfaces de programação (APIs) ou acordos de licenciamentos de tecnologia e por isso, eu gostaria de saber qual é a definição de Padrões Abertos para a Microsoft ?”. Depois de cinco minutos de “veja bem”, ele simplesmente não sabia me responder. Fiz a minha já famosa “cara de conteúdo” e como o bom Leão da Montanha (sou velho mesmo, OK ?) usei a saída rápida pela direita. Se não sabem responder com objetividade o básico sobre padrões abertos, como podem falar de interoperabilidade ?

Após o Latinoware, fui para Santiago no Chile participar de um evento de software livre, organizado por uma universidade (DUOC) e por uma empresa de software livre (Emerges). Agradeço a ambos pelo convite e parabenizo meu amigo Juan Olguin pela organização do evento (estou á disposição de vocês para o próximo evento e só peço a gentileza de me avisar com antecedência se a Microsoft for novamente a patrocinadora. Foi meio chato ficar sabendo disso dias antes da viagem, mas acho que pudemos conversar bastante sobre isso por aí, não é mesmo ?).

Durante os dias que estive em Santiago, tive a oportunidade de conversar com muita gente sobre Software Livre e Padrões Abertos, incluindo muitos estudantes e professores universitários. Fiquei surpreso ao constatar que as dúvidas e inseguranças que eles têm hoje são muito parecidos com as que tínhamos no Brasil há 5 anos atrás e por isso, foi um prazer trocar experiências e informações com eles, principalmente apresentando exemplos concretos onde os “paradigmas existenciais” foram quebrados, como no caso do PgSQL no Detran do Paraná.

A palestra da Microsoft sobre interoperabilidade foi feita por um uruguaio que trabalha na Microsoft Chile. A apresentação estava até interessante (o “mais do mesmo” que estamos acostumados) até que enveredou por um caminho que conseguiu me tirar do sério. Através de diversas meia-verdades, foram apresentando o trabalho da Microsoft com Open Source de tal forma que eu não me surpreenderia se em mais alguns slides eles dissessem que a Microsoft criou o movimento Open Source.

Minha paciência acabou de vez em um slide que continha a notícia da aprovação das licenças Open Source da Microsoft pela OSI, dando a entender que a OSI recomendava de verdade aquele licenciamento. Levantei a mão para fazer uma pergunta e me deram a palavra :)

Iniciei a intervenção elogiando a iniciativa da Microsoft de trabalhar com Interoperabilidade, mas esclareci que existe algo que não consigo entender: “Existia o SourceForge e a Microsoft criou o seu repositório de código aberto, o CodePlex. Existiam diversas licenças Open Source, mas a Microsoft criou as suas próprias. Existia um padrão aberto para documentos chamado ODF mas a Microsoft criou o seu pseudo padrão aberto, OpenXML. Existe o PDF e a Microsoft vai entrar agora com o XPS na ISO. É impressão minha ou existe a Interoperabilidade da indústria de Software e a Microsoft está agora criando a Interoperabilidade Microsoft ? Por que não se unir aos esforços da indústria ao invés de ficar duplicando tudo ?”

Com esta simples pergunta consegui mesmo deixar o homem irritado. Iniciou a resposta dizendo que dois padrões são melhores do que um, que seu filho de 3 anos vai criar um padrão melhor que o ODF e que “qualquer um têm o direito de padronizar qualquer coisa”. Esta última frase aliás resume para mim a aprovação do OpenXML na ISO: Qualquer Um e Qualquer Coisa (faltou apenas o “De Qualquer Jeito” para finalizar a definição perfeita). Disse ainda que minha visão de que apenas um padrão é necessário é equivocada e contra a evolução da tecnologia, citando o caso da China que desenvolve seu próprio padrão de documentos. Afirmou que a Microsoft é patrocinadora Platinum da Fundação Apache e que estão participando de diversos comitês de desenvolvimento de padrões abertos (ou seja, é melhor mais gente por aí abrir o olho com eles).

Eu lhe agradeci pela oportunidade de fazer esta pergunta em público pois há dois anos eu espero uma oportunidade destas no Brasil mas a Microsoft Brasil nunca me deu esta oportunidade. Aliás, comentei com ele que me assusta a falta de sorte dos seus colegas aqui no Brasil, pois todas as vezes que eu participei de um evento onde eu participaria de um debate com a Microsoft, os funcionários da empresa tiveram problemas no último minuto e não puderam comparecer (a última delas ocorreu em Belém do Pará em meados de Outubro). Disse ainda que participo do comitê do ODF no OASIS pois acredito na construção colaborativa de padrões realmente abertos e que seria mais fácil para mim criar o formato de arquivo do Jomar ou ainda iniciar um projeto de formato de documentos brasileiro, mas que realmente acreditamos no Brasil na utilização de padrões realmente abertos.

Como a discussão ia longe, o organizador nos pediu para conclui-la do lado de fora da sala, após o término da apresentação. Antes disso porém, um estudante que estava na platéia perguntou ao representante da Microsoft o motivo pelo qual todo exemplo de interoperabilidade apresentada por ele sempre envolvia produtos e serviços da Microsoft e de seus parceiros comerciais e tentou ilustrar isso com um exemplo, mas acabou sendo ignorado pelo palestrante por estar utilizando “argumentos filosóficos”. Intolerância e falta de respeito puros, pois o garoto só queira saber se o discurso de Interoperabilidade não era mais uma forma de manter a máquina de gerar dinheiro funcionando, mas não foi capaz de perguntar isso objetivamente.

Quando acabou a apresentação, lá fomos nós conversar do lado de fora da sala. Antes de começar (ou continuar) a conversa, fui submetido a um questionário de perguntas que me lembrou uma entrevista de emprego (faltou pedir meu Curriculum). Quem sou, onde e com quem vivo, como pago minhas contas, com quem me relaciono, minha formação e etc… (acho que ele queria saber se eu sou “alguém” ou se eu poderia também ser catalogado como idealista e sumariamente ignorado).

Foi quase meia hora de conversa animada centrada nas ações práticas da Microsoft de Interoperabilidade (e no seu passado recente) e na divergência de ponto de vista sobre o papel da ISO. Para mim, quem tem dois padrões não tem padrão algum mas ele pensa que quanto mais padrões, melhor (o bom e velho discurso da Microsoft). Achei interessante pois no meio da conversa, lhe perguntei sobre os problemas técnicos grosseiros que existem no OpenXML aprovado pela ISO mas ele se limitou a dizer que “isto é um outro assunto”.

No término do papo, ele me disse que iria conversar com seus pares no Brasil para acalmar minha ansiedade por debater com a Microsoft, mas eu lhe avisei que já é tarde demais para isso, usando uma máxima do software livre: “talk is nice, but show me the code”.

Lhe avisei que não tenho mais dúvidas de que o departamento de marketing da Microsoft sabe bem aproveitar o tema de Interoperabilidade, mas que até agora não vi o departamento de engenharia da empresa mostrar que realmente entende do tema. Disse ainda que estou farto de ouvir os argumentos da Microsoft (sempre os mesmos) e que quero ver ações concretas: Chega de papinho :)

Aproveitei a oportunidade para lhe avisar que espero que a Microsoft faça a melhor implementação já existente de ODF no Microsoft Office pois esta implementação vai mostrar o grau de seriedade com que a Microsoft trata do tema (e ele aceitou o desafio). Quem viver, verá.

No último dia do evento, veio a pérola da maratona. Uma empresa chamada Linux Latin America estava apresentando seus produtos e serviços, dizendo ser uma das maiores empresas de Linux na América Latina e comemorando a abertura de um escritório seu no Brasil. A coisa tava até que interessante quando aproximadamente no quarto slide da apresentação eu quase tenho um infarto: o cara começou a apresentar os mesmos slides apresentados pela Microsoft no Latinoware (alguns deles traduzidos para espanhol, mas sim, exatamente os mesmos slides).

Foi realmente cativante ver uma “empresa verdadeiramente de Linux” utilizando os slides da Microsoft, seus argumentos batidos de “o mercado está pedindo” e os jargões já mais do que desgastados, como “nossos clientes nos pedem…”. Viva o mundo livre, não é mesmo ?

Depois de presenciar tudo isso e de refletir bastante sobre tudo o que vi e ouvi, cheguei a algumas conclusões:

A indústria de TI trabalha em conjunto pela Interoperabilidade através de padrões abertos, integrando produtos e serviços sem limitar a liberdade de escolha de seus clientes, desenvolvendo em parceria com estes, padrões verdadeiramente abertos e interoperáveis. A Microsoft trabalha com a integração de seus produtos com seus parceiros comerciais da mesma forma que sempre fez, e quer convencer o mercado todo de que isso se chama Interoperabilidade.

Existem agora “Empresas de Software Livre” que resolveram abraçar a causa de Interoperabilidade da Microsoft, e claro, daqui a alguns meses vão ajudar o pessoal de Redmond a contar a história de que eles mesmos criaram o Open Source (vocês não sabiam disso ? Seus desinformados…).

O FUD deles realmente tá dando certo. Vocês precisavam ver os rostos dos estudantes chilenos ao ver as “coisas boas” que a Microsoft está fazendo, agora que faz parte do movimento Open Source & Standards…. Impressionante mesmo.

Aprendi ainda que Machiavel deve mesmo ter cargo executivo em Redmond e que definitivamente para eles, os fins justificam os meios (para não citar outro personagem histórico que pregava que “repita uma mentira até que ela se torne verdade”… vcs sabem de quem estou falando, ok ?).

E vocês, o que pensam disso tudo ? O que acham da visão de Interoperabilidade de nossos amigos de Redmond ? Não é legal ver eles trabalhando tanto para explicar o Mundo Livre ao mercado de software ?

Share/Save/Bookmark

14 Responses to “Microsoft e Interoperabilidade: Acho que agora eu entendi :)”

  1. Crônicas da Microsoft | Marcolino Brasil São Paulo

    […] Em português: http://homembit.com/2008/11/microsoft-e-interoperabilidade-acho-que-agora-eu-entendi.html […]

  2. Jcneto

    Cara, realmente muito bom o seu texto, é legal ver como realmente a “grande” interoperailidade da Microsoft.

    Como sempre o Marketing dela trabalha muito bem, mas o resto…

  3. Daniel Souza

    Palestrante MS:Nossos engenheiros resolveram o maior problema do mundo do software livre, o Windows Vista agora roda em sistemas com apenas 512mb de RAM, o que demonstra o investimento feito por nós na interoperabilidade.

    Tava tipo assim?

  4. Daniel Souza

    KKKKK!

  5. Daniel Souza

    Como 2 é mais que 1, sugestão para a próxima palestra deles, em vez de distribuir 5 dvds banhados a ouro do Opensuse por que não distribuir 20 normais.

  6. Andre Miguel

    Boa sacada de questionar o cara sobre os padrões MS de interoperabilidade!

  7. Dalton Scavassa

    Artigo sensacional, Jomar. Suas interpelações realmente foram aquelas perguntas que sempre quisemos fazer mas não tínhamos a quem.
    Tal qual o bordão do super-herói latino-americano Chapolin Colorado, podemos dizer sobre essa nova empreitada de Redmond: suspeitei desde o princípio!

    A cada dia entendo menos as pessoas que idolatram Redmond e seu co-fundador como o supra-sumo da Informática, do empreendedorismo etc. Essa empresa chegou à sua grandiosidade atual com base na falta de ética, desrespeitando a livre concorrência, os padrões estabelecidos e os próprios consumidores. Forçar as pessoas a necessitar de nós não é um ideal a nobre para se seguir em nossos negócios e tampouco na vida pessoal.

    Quem vai contra isso ainda é simplesmente tachado de antimicrosoft e que portanto não teria credibilidade para criticar.

    Quero também ver se eles vão implementar decentemente o ODF no Redmond Office. Meu medo é que não fique totalmente compatível com a implementação padrão (OpenOffice.org), o que pode causar um triste efeito em que a massa de usuários de Redmond impõe o pseudo-padrão presumindo-o como padrão de fato, como já ocorre com os formatos proprietários do pacote de Redmond.

    Sobre isso, algo curioso ocorreu anteontem. Estava eu durante uma aula digitando um documento de um trabalho acadêmico no BrOffice.org, quando o professor, que adora fazer piadas pró-Redmond contra software livre, disse em tom de brincadeira para eu “mandar em DOC”. Respondi que eu poderia fazer isso, se ele fizesse questão. Ele disse que não precisava. Como não foi a primeira vez que ele fez essa mesma piada, tentei refletir: ele não deve conhecer o trabalho de engenharia reversa que faz com que diversos programas, inclusive o OpenOffice.org, consigam trabalhar com aquele formato binário. Comentei isso com colegas ao final da aula e um deles comentou entusiasmado que agora o Oo.o 3 consegue trabalhar até com DOCX. Eu, internamente, fiquei indignado com esse comentário, embora o colega tenha sido bem intencionado e quisesse tão somente demonstrar simpatia com o Oo.o. Tentei me conter e disse apenas que anteriormente isso já era possível. Ele prosseguiu dizendo que agora o legal é que esse recurso é nativo e então tive que retomar o assunto: eu disse que o mais importante nesse caso ainda não é o programa que a pessoa prefere usar, mas sim o formato de arquivo que vai armazenar seus documentos, pois não se sabe se por exemplo daqui a cinco anos você será capaz de abrir seus arquivos. Obtive uma resposta mais ou menos como “por enquanto não precisamos nos preocupar”, demonstrando, além de falta de preocupação com o futuro, o tremendo egoísmo dos usuários de Redmond que presumem que todo mundo é obrigado a usar o mesmo software. Depois disso fiquei meio nervoso, respondi que isso já ocorre com quem armazenou documentos nos Redmond Word 2.0 ou 6.0 da vida e não conseguem mais abrir no Redmond Office atual. E fui embora desejando boa sorte.

    Faz falta uma palestra como “A escolha que deixa escolher” aqui em Maringá, especialmente na instituição onde estudo. Aliás, faz muita falta todo tipo de informação sobre software livre aqui, pois os acadêmicos e sequer os professores parecem não ter qualquer noção a não ser informações baseadas em FUD e folclore sobre o assunto. Com raras exceções.

    Como exemplo cito ainda um projeto de extensão que seria baseado em Java, uma tecnologia atualmente livre. Porém, após já terem obtido o comprometimento de vários acadêmicos, resolveram trazer para cá um programa de treinamento de Redmond e abandonaram aquele projeto. O que teria realmente motivado essa mudança repentina? Não tenho idéia. Alegam os coordenadores que Redmond veio com total suporte oficial, coisa e tal, e dão a desculpa de que a Sun não teria oferecido suporte ao projeto. Ora, eles realmente não têm noção do espírito da coisa. Um projeto de software livre, tal como é Java hoje, não é necessariamente domínio de uma única empresa, mesmo que ela seja a principal contribuidora. Por que depender de um “suporte oficial” para realizar um programa de extensão acadêmica? Há todo material à disposição; há inclusive todo o código-fonte à disposição para estudar! Diferente de estudar uma caixa-preta, onde aí sim há necessidade de baixar a cabeça e engolir tudo o que quem a produziu disser. Realmente, por esse ponto de vista, parece haver uma livre-concorrência. Gostam de se submeter a monopólio por livre e espontânea vontade, aparentemente. Vai entender!

  8. Prado

    Oi Jomar, sobre a sua dificuldade em fazer perguntas para Microsoft Brasil estamos a sempre a disposição, pode enviar email ou me ligar se preferir. Você esteve aqui conosco recentemente no evento da Comptia, creio que aquela foi uma ótima oportunidade, não entendi porque voce não fez uso da palavra naquela ocasião.

    abraços, Prado.

  9. Jomar

    Oi Prado,

    Que legal saber que você também acompanha meu blog :)

    Eu realmente estive no evento da Comptia na Microsoft e naquela oportunidade não lhe fiz os questionamentos de praxe pois ainda não via com tanta clareza a estratégia adotada por vocês. Além disso, eu acho que seria muito indelicado da minha parte constranger vocês com meus questionamentos em um evento tão bem preparado para impressionar seus clientes e parceiros, não é mesmo.

    Já não seria deselegante eu fazer-lhes os questionamentos no Latinoware, pois afinal vocês foram até lá para entender um pouco mais a nossa comunidade, não é mesmo ? Se este foi o intuito, fico mesmo muito chateado com o resultado final, pois o comcício de encerramento de vocês foi o desperdício de uma grande oportunidade de dialogar com a comunidade e mostrar ali o mínimo de respeito por todos nós. Por outro lado, acho que depois de uma malcriação dessas, vai ser meio difícil para vocês encontrar platéia em um próximo evento nosso, pois afinal todos já estarão sabendo que vocês não admitem perguntas em público (claro, por e-mail e telefone é bem conveninente, não é mesmo).

    Aliás, se não se lembra nós conversamos sim sobre Interoperabilidade ao término do evento da COMPTIA e se não me engano o Rafael da Linux Magazine estava conosco (tá lembrado ?). Naquela oportunidade você demonstrou muita segurança no que dizia e por uns 5 minutos (não mais que isso) eu realmente pensei que a Microsoft estava mudando.

    Ainda falando de perguntas e respostas, como escrevi no post, é realmente tocante ver a falta de sorte de vocês, por nunca poderem ter participado de um debate, não é mesmo ? Como falei para o seu colega de trabalho no Chile, considero que o tempo de “conversar” com a Microsoft já acabou e o que espero de vocês são ações concretas que realmente demonstrem que o vosso discurso de marketing chegou lá na engenharia.

    Gostaria novamente de te agradecer por ler meu blog e dizer que te admiro, pois tratar do tema que você trata dentro da Microsoft é realmente um desafio enorme.

    Abraços livres,

    Jomar

    PS.: Você também tem meu e-mail e celular e se quiser conversar, tamos aí :)

  10. Prado

    Valeu Jomar. fique tranquilo que nao tem constrangimento nenhum, estamos aqui para trabalhar e atender/responder da melhor maneira possivel. Lembro sim do nosso papo e espero ter outras oportunidades para falarmos mais. Sobre participar de + debates, isso nem sempre e possivel em funcao de agenda.

    abracos livres pra voce tambem (:-), Prado.

  11. Bruno

    Microsoft Office Compatibility Pack for Word, Excel, and PowerPoint 2007 File Formats.

    Parece que a dor de cabeça de um colega meu acabou. O MS-Office 2000 vai abrir .docx, .pptx, .xlsx?
    Caramba, que medonho, pacote de interoperabilidade entre suite de escritório da mesma empresa. Paulificante.

    Por falar em histórias (essa o Prado vai gostar), estava eu digitando o começo do trabalho em sala na minha facul quando a colega me pergunta o que estava usando. Broffice.write respondi. Ao que minha professora responde que nos trabalhos de dissertação e teses a bancada não aceita nada que não esteja confeccionado em MS-Office. Ao que perguntei: Mas então, como fica quem não tem a suite?

    A resposta: Como assim não ter!!! Com qualquer R$ 10,00 tu arranja o MS-Office mais novo e completo.
    - Mas professora, isso é incentivo a pirataria, não pode. É lesivo.
    - Que nada.

    Depois dessa, Jomar, a educação para o novo modo de pensar deve ser dar em cima da criançada, porque essa geração tá perdida.

    Bruno.

  12. Luiz Antonio

    Pessoal, a Microsoft apoia a Interoperabilidade é lógico sempre dentro de uma estratégia alinhada a sua estratégia comercial. Como empresa privada ela deve querer sim dominar o mercado. Seria uma aberração se não pensasse assim. Algumas pessoas precisam crescer, pois acreditam e acham que empresas como a Microsoft deveria fazer software livre e de graça. Ela só faria isto se compensasse comercialmente prestar serviços para apoiar o seu software. Para a Microsoft é interessante que suas ferramentas conversem com outros softwares, mas repito ela é uma empresa comercial. Não podemos criticá-la por isto e que seja bem vinda suas iniciativas de interoperabilidade.

  13. Jomar

    Luiz Antonio:

    Você diz que a Microsoft é uma “empresa comercial”. A Red Hat, Sun e IBM (só para citar três) por acaso são “entidades assistenciais” ?
    A verdade é que o mundo mudou e nossos amigos de Redmond ainda não perceberam (ou querem fazer de conta que nada mudou).

  14. ana paula

    LEGAL!!!

Deixe seu comentário

Proudly powered by WordPress. Theme developed with WordPress Theme Generator.
Creative Commons License