void life(void)

No início de 2012 eu mudei para a operadora Oi, depois de muito descontentamento com a qualidade dos serviços da TIM.

Tecnicamente a operadora é muito boa, tanto para a banda larga quanto para voz, mas tem um problema muito grave: Cobram o que querem e não o que o assinante contratou… sistematicamente.

Depois de passar dois ou três meses pagando valores maiores do que os contratados sem prestar muito atenção na fatura, fui até uma loja da Oi para reclamar. Fiz o registro de reclamação e fui muito bem atendido por um funcionário que se prontificou a resolver o problema… não resolveu nada e as faturas continuaram vindo com valor errado…

Fui novamente até uma loja para reclamar e novamente tudo seria resolvido. O atendente aproveitou a situação e me mostrou um plano novo que seria vantajoso para mim e por isso mudei de plano… que erro…

O erro na fatura que não ultrapassava os R$ 30,00 por mês passou então a ultrapassar os R$ 200,00….

Comecei outro ciclo de reclamações com a operadora (justo em uma época em que eu estava com uma agenda lotada de viagens e compromissos), e depois de tentar várias vezes resolver indo até a loja e abrindo chamados sem sucesso, decidi reclamar na ANATEL… aí é que a novela começou de verdade.

Até o presente momento já foram cinco chamados abertos na ANATEL e parece piada o que fazem com eles. Os dois primeiros foram encerrados “na pressa” por eles dizendo que iam consertar tudo, sem resultado algum. O terceiro chamado foi encerrado sem que a operadora sequer entrasse em contato comigo e o pior, no encerramento da reclamação eles documentaram alegando que haviam me contatado e resolvido o problema… mentiram descaradamente: nunca me ligaram.

No quarto chamado eles finalmente decidiram resolver o problema, ou quase isso…

A Oi subcontrata uma empresa (CONTAX) para atender e “resolver” os chamados da Anatel, e aparentemente esta empresa não tem acesso aos sistemas da Oi como deveria.

No encerramento do quarto chamado, fiquei mais de uma hora no telefone com um atendente que de fato se esforçou para entender o problema, mas acabei tendo que ouvir um festival de absurdos. Primeiro que ele disse que não se responsabilizava por NADA que o vendedor tivesse me ofertado ou vendido. Depois ele passou a duvidar que eu tivesse recebido uma oferta do vendedor e para encerrar a discussão eu precisei tirar e lhe enviar por e-mail uma foto de uma revista da Oi distribuída na loja, onde estava a oferta que o atendente se recusava a acreditar que existia. Após o envio da foto ele finalmente viu que eu não estava mentindo, e passou então a me convencer que o que me venderam não existia e que eu precisaria aceitar “o que dava pra fazer”… Acabei “aceitando” pagar um pouco mais caro pelos serviços, só para ter o maldito problema resolvido e claro, a culpa era minha por não ter verificado que um estelionatário trabalhava como “vendedor” em uma loja da Oi…

Tive ainda que ouvir que era para eu “ignorar” as cobranças que a operadora enviava para a minha casa com valores equivocados, e para “ignorar” a conta disponibilizada no portal da operadora, pois existe um “problema no sistema” de cobrança que comete alguns erros…

Documentaram a solução do problema no site da ANATEL, desta vez com todos os detalhes que combinei com o atendente e fiquei eu aguardando a chegada da próxima fatura… que chegou… errada de novo !

Estão me cobrando quase quatro vezes mais do que os valores acordados e honestamente não sei mais o que fazer.

Toda vez que reclamo no Twitter eles entram em contato e alguém da ouvidoria acaba me ligando. Quando aviso que tem chamado na ANATEL aberto, eles encerram a conversa dizendo que “se tem chamado aberto na ANATEL, é outro departamento que trata e que portanto não podem fazer nada”.

O que me deixa intrigado é que há alguns chamados abertos na ANATEL eu alerto a Agência que a Oi não está cumprindo com o que é acordado no encerramento dos chamados, e que isso no meu entendimento é fraude ! (alguém aí me avise se eu estiver enganado)

Na terra de onde venho, colocar por escrito uma coisa e fazer outra se chama mentir, e encerrar um chamado ou uma ocorrência mentindo sobre a solução se chama fraude.

De onde venho, a definição de ESTELIONATO é  “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”, e foi exatamente o que o vendedor da operadora fez comigo e deve fazer com milhares de outros otários, digo, clientes.

Acho interessante ainda que além de me cobrar um valor muito acima do que eu contratei, ficam ainda ameaçando cortar os serviços, pois afinal de contas onde já se viu eu não pagar aquilo que eles querem que eu pague (e não o que eu contratei). Na minha terra isso se chama chantagem, para não dizer coação.

Você deve estar se perguntando: porque você simplesmente não muda de operadora ?

Já passei por todas as outras e sempre tive problemas. De baixa qualidade de serviços a cobranças indevidas, já passei por tudo e na boa… estou cansado de ficar trocando de operadora a cada 10 meses… cansei de verdade.

Acho que já passou da hora das empresas neste país tomarem vergonha na cara e por isso estou travando esta briga: Quero que eles tomem vergonha na cara !

Se alguém aí se interessar pelo caso, tenho documentos comprovando tudo o que apresentei aqui, e caso alguém da ANATEL resolva investigar, basta olhar os chamados que eu abri nos últimos meses… vocês vão se divertir vendo a operadora MENTIR e FRAUDAR o sistema e recomendo ainda que olhem com atenção para ver quem mais está sendo lesado, pois me parece que eles têm uma engrenagem muito bem ajustada para cometer este tipo de fraude contra os clientes.

Infelizmente vivemos em um país onde tudo se nivela por baixo. Tô ficando BEM cansado disso tudo, de ter que passar o tempo inteiro brigando para que te entreguem o que você compra e que te cobrem o valor acordado no ato da compra. Infelizmente a honestidade anda em baixa por aqui.

Quando uma agência reguladora é passada para trás descaradamente, mesmo quando alertada sobre um elefante no meio da sala, não consigo mesmo botar muito mais fé nessa bagunça aqui. Que pena que o mundo não acabou !

Decidi publicar este post aqui, porque honestamente não sei mais o que fazer…

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Participei na semana passada do I Fórum da Internet do Brasil, e me surpreendi ao ver um representante do SindiTelebrasil ler em uma das salas de debate (Trilha 5, onde Neutralidade era um dos temas), um comunicado do Sindicato defendendo a flexibilização na definição de Neutralidade da rede no Brasil. O conteúdo do texto (ou parte dele) pode ser encontrado no site da instituição aqui.

Basicamente o que eles pedem é que o conceito de neutralidade a ser adotado no Brasil (por regulamentação da ANATEL, brecha já introduzida por eles no projeto de lei do Marco Civil), seja expandido para que permita “…às prestadoras ofertar serviços customizados que atendam a perfis de consumo específicos e adotar medidas para gestão e diferenciação de tráfego, inclusive aquelas que envolvam diferenciação de custos, preços e priorização por tipo de trafego.”

Pode parecer algo simples, mas impacta e muito a vida e o bolso de todos os internautas brasileiros, e vou explicar o motivo.

Em 2009, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aprovou e publicou uma resolução onde define os  “Princípios para a Governança e uso da Internet no Brasil”. A resolução apresenta 10 pontos que deve ser considerados como base para a governança da Internet em nosso país, e o item 6 do documento fala sobre a Neutralidade da Rede:

6.  Neutralidade da rede
Filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar apenas critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento

Explicando o assunto de forma simplificada, imagine que a Internet seja uma grande estrada por onde passam diversos veículos, cada um deles carregando um pedaço de uma carga entre dois pontos. O que o princípio aprovado pelo CGI diz, é que “critérios técnicos e éticos” devem ser utilizados para se controlar o fluxo deste tráfego, não permitindo que critérios “políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento sejam aplicados.”

Se os princípios do CGI forem seguidos, o tráfego de dados na Internet será regulado de forma muito parecida com o tráfego de veículos pelas estradas, onde critérios técnicos e éticos são usados para “dar preferência” ao tráfego de determinados tipos de veículos (como veículos de emergência). Este é o princípio da isonomia no tratamento de pacotes.

Na Internet, ao invés de termos veículos carregados, temos pacotes de dados transportando os dados das aplicações que utilizamos no dia a dia, como páginas web, imagens, áudio e vídeo, que são necessários para podermos utilizar serviços como VoIP (Skype), vídeos (YouTube, NetFlix e similares), redes P2P (Torrent) e todo o resto que usamos no dia a dia em nossos computadores e celulares.

A proposta do CGI pede simplesmente que o controle de fluxo destes dados sejam feitos por critérios técnicos e éticos, como por exemplo a priorização do tráfego de áudio e vídeo, pois qualquer demora na entrega destes pacotes faz com que a experiência do usuário ao utilizar o serviço seja muito prejudicada.

O que o SindiTelebrasil quer é o oposto disso. Querem que as regras lhes permitam aplicar “outros critérios” para o controle deste fluxo de dados, permitindo que cobrem do consumidor de acordo com o tipo de uso que ele faz da rede. Já imaginou onde isso pode chegar ?

Se não fizermos nada para lutar contra esta proposta apresentada por eles, que têm um poder enorme nas mãos, vamos ver em mais alguns meses a internet sendo fragmentada no Brasil, de acordo com o poder aquisitivo do Internauta. Teremos sim a Internet dos ricos (com áudio, vídeo e redes P2P) e a Internet dos pobres (páginas e no máximo imagens)… Não vou nem mencionar aqui a ‘falta de interesse’ das empresas de telecom em ver serviços como o Skype funcionando bem no Brasil ou das operadoras de TV a Cabo (que também vendem conexões banda larga) em ver serviços como o NetFlix e similares chegando a todo o vapor no Brasil, oferecendo uma alternativa barata aos caríssimos pacotes de TV por Assinatura que temos por aqui.

As teles justificam seu pedido dizendo que sem esta ‘regulamentação’, a Internet brasileira vai entrar em colapso e que se todo mundo resolver usar a banda que lhes é vendida, a Internet brasileira sai do ar… Fico aqui me perguntando se sou o único a achar isso um absurdo sem tamanho. Como disse um amigo meu, mais uma vez eles querem privatizar o lucro e socializar o prejuízo.

Vale a pena dizer que a luta que teríamos que travar no momento é para que as Teles entreguem de verdade a banda de internet que nos vendem, pois pasme você, em muitos contratos de ‘Banda Larga’ no Brasil, a banda ‘garantida’ é 10% da banda contratada. Sim, neste exato momento pode ter gente te fazendo de otário te vendendo uma conexão de 2 Mbps e te entregando apenas 200 Kbps.

Já existem diversos grupos de ativistas na rede se articulando para defender os nossos direitos frente a este ataque à nossa liberdade na rede (sim, eles podem decidir que você não vai mais usar o Skype, ver vídeo ou usar redes P2P e pronto), e por isso eu convido você internauta a procurar mais informações em grupos como o Mega Não e descobrir como você pode colaborar para manter nossa rede como é. Se não for por você, faça pelos seus filhos, para que tenham no futuro uma rede como aquela que você teve e que te trouxe até aqui.

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Last week I attended the First Internet Forum in Brazil, and I was surprised to see a representative of SindiTelebrasil (Brazilian Telcos Syndicate) reading a statement in one of the debate halls (at the Track 5 debate, where net neutrality was one of the themes), asking for some flexibility on the regulatory net neutrality definition in Brazil. The content of the text (or part of it – sorry, in Brazilian Portuguese only) can be found here.

They are basically stating that the concept of net neutrality to be adopted in Brazil (at ANATEL, the agency that regulates the Telcos in Brazil, using a ‘trap’ already inserted by the Syndicate inside the “Civil Rights Framework for Internet in Brazil”), need to be  expanded to allow “… providers to offer customized services that meet specific consumer profiles and adopt measures to manage traffic and differentiation, including those involving differentiation of costs, prices and prioritization by type of traffic. ”

It may sound too much technical and simple, but it can impact a lot the life and pocket of every Brazilian Internet user, and I’ll explain why.

In 2009, the Internet Management Committee in Brazil (CGI.br) approved and published a resolution which defines the “Principles for the Internet Governance and Use in Brazil. ” The resolution has 10 points to be considered as the basis for Internet governance in our country, and the item 6 of the document talks about Net Neutrality:

6. Net neutrality
Traffic filtering or traffic privileges should cover only technical and ethical criteria, not being acceptable political, commercial, religious, cultural or any other form of discrimination or favoritism.

Explaining the matter in a simplified way, imagine that the Internet is a great road through which several vehicles are running, each one carrying a piece of a load between two points. The principle adopted by the CGI.br says that “technical and ethical criteria” should be used to control the flow of traffic, not allowing any “political, commercial, religious, cultural or any other form of discrimination or favoritism” to be applied.

If the CGI.br principles are followed, the data traffic on the Internet will be regulated much like vehicular traffic on the roads, where technical and ethical criteria are used to “give preference” to the traffic of certain types of vehicles (such as emergency vehicles). This is the principle of equality in the treatment of packets.

On the Internet, rather than loaded vehicles, we have data packets carrying application data we use in everyday life, such as web pages, images, audio and video, which are necessary for us to use services such as VoIP (Skype), video (YouTube, Netflix and similar services), P2P traffic (like torrents) and everything else we use in day by day activities on our computers and phones.

CGI.br’s proposal simply asks that the flow control of data is done by technical and ethical criteria, such as traffic prioritization to audio and video, as any delay in delivery of these packages impacts a lot the user experience when using the services.

What SindiTelebrasil want is the opposite. They want rules that allow them to apply “other criteria” to control the data flow, allowing them to charge the consumer according to the type of use (and services) he uses on the network. Can you imagine where wh may go with that ?

If we do nothing to fight against their proposal - and they have a huge influence power in their hands – we will probably see in a few more months the Brazilian Internet fragmented, according to the purchasing power of the Internet users. We will have the Internet “for the rich” (with audio, video and P2P networks) and Internet “for the poor” (limited to web pages and probably some images too)… I will not even mention the ‘total lack of interest’ of the telco companies to see services like Skype working well in Brazil or of the cable TV operators (who also sell broadband connections) to see services like Netflix and similar ones coming to full swing in Brazil, offering an inexpensive alternative to expensive pay TV offerings that we have here.

The telcos justify their request, saying that without this ‘regulation’, the Brazilian Internet will collapse and that if everyone decide to use all the band that they are selling, the Brazilian Internet goes down… I’m here wondering whether I am alone in finding this a huge absurd. As one friend of mine said, once again they want to privatize profits and socialize losses.

It is worth noting that the struggle of the moment would be to force the telcos to deliver the real Internet bandwidth they are selling to us, and you may be impressed because, in most ‘Broadband’ contracts of in Brazil, the ‘guaranteed’ bandwidth is 10% of the contracted bandwidth. Yes, right now we may have people fooling you selling a 2 Mbps connection and delivering only 200 Kbps.

There are several activist groups in Brazil that are articulating themselves to defend our rights against this attack to our freedom in the Internet (yes, the telcos may decide that you will no longer use Skype, watch videos or use P2P networks and you will not be able to do anything about that), and so I invite you to look for more information on Internet user groups like the Mega Nao and find out how you can help to, at least, maintain the Brazilian Internet as it is. If not for yourself, do it for your kids, so that in the future they may have an Internet similar to the one you had and brought you here.

I also bet that the same discussion is under the legislative and regulatory houses on you country, so you better hurry up !

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Há alguns meses eu escrevi um post anunciando a conclusão do desenvolvimento da versão 1.2 do padrão ODF pelo OASIS ODF TC. Na última sexta feira (30/09), foi anunciada oficialmente a aprovação do padrão pelo OASIS, e o Rob Weir publicou em seu blog um post bem interessante contando um pouco da história da especificação, listando os contribuidores dela e comemorando bastante o anúncio.

Eu gostei bastante de ver o número de empresas que votaram pela aprovação no OASIS (ninguém votou contra), pois a votação é aberta a todos os membros do OASIS e vota quem quer e tem interesse em ver a especificação aprovada. A quantidade mínima de votos necessários à aprovação era de 49 e tivemos 76 votos no final.

Para ficar fácil encontrar depois, deixo aqui a lista de empresas que votaram pela aprovação do padrão, e fiquei surpreso em ver alguns nomes nesta lista:

ACORD Corporation
AITI-Associazione Italiana Tesorieri de Im.
ASG Software Solutions
Adullact
Akamai Technologies
Ars Aperta
Axiomatics
Axway Software
Sursen Electronic Technology Co, Ltd
Booz Allen Hamilton
CA Technologies
Capgemini
Collaborative Fusion, Inc.
DeltaXML Limited
Deutsche Boerse AG
Deutsche Telekom AG
EMC
Eurobits Technologies
Fedict
Freescale Semiconductor, Inc.
Fujitsu Limited
GS1
Genus Technologies, LLC
Hippo B.V.
Hitachi, Ltd.
IBM
ISIS Papyrus America Inc.
ISO/IEC JTC1/SC34
Intellegere Foundation, Inc.
Jet Propulsion Laboratory (NASA)
KDE e.V.
LSI Corporation
Larson Software Technology, Inc.
Lexmark International Inc.
LonMark International
MTG Management Consultants, LLC.
Microsoft
Missouri Office of State Courts Admin.
MultiRacio Ltd.
NXP Semiconductors Netherlands b.v.
National Center for State Courts
National Institutes of Health
Netherlands Tax and Customs Administration
Neustar, Inc.
New Zealand Government
Newelo Oy
Nokia Corporation
North American Energy Standards Board
Novartis
Novell
Nuxeo
OpenDocument Format Alliance (ODFA)
Oracle
PSLX consortium
Polish Association of Translation Agencies
PrimeKey Solutions AB
Primeton Technologies, Inc.
Quark
Red Hat
SAP AG
SDL International
SailPoint Technologies
Siemens AG
Sonnenglanz Consulting
Stichting Centrum voor Wiskunde & Informatica
Symantec Corp.
TIBCO Software Inc.
Thales e-Security
The Boeing Company
Tradeshift Network Ltd.
Tridium, Inc.
UOML Alliance
US Department of Defense (DoD)
University of Rostock, Germany
WeWebU Software AG
Wellfleet Software Corporation

Como podem ver, temos nesta lista as empresas que trabalharam no desenvolvimento do padrão, empresas de TI já tradicionais no mercado, outros comitês de padronização, governos e grandes usuários de documentos eletrônicos.

O que me deixa muito satisfeito com esta aprovação e com o ODF 1.2 é que foram resolvidos muitos dos problemas apresentados durante os últimos anos, e adicionadas novas funcionalidades que serão fundamentais para que o ODF se torne em pouco tempo o padrão de fato para documentos de escritório em todo o mercado.

Os principais destaques nesta versão do padrão, que agora tem 1.217 páginas são o OpenFormula (especificação completa de fórmulas para planilhas), suporte a metadados em RDFa/RDF (os documentos se integram agora à web semântica) e o suporte a assinaturas digitais, motivo que me levou a trabalhar no comitê do ODF, para garantir que a especificação das assinaturas digitais do ODF fosse compatível com a ICP-Brasil.

Já existem diversos aplicativos utilizando a versão 1.2 do ODF, e a adoção desta versão pelos demais aplicativos é agora uma questão de tempo.

Devemos agora preparar a especificação para enviá-la a ISO, para que atualize a norma ISO/IEC 26.300:2006, e continuamos trabalhando no desenvolvimento do ODF 1.3.

Gostaria de deixar aqui um agradecimento público a todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente com a elaboração do ODF 1.2, com a adoção do padrão pelo mercado e um agradecimento especial a todos os que me ajudaram a encarar o desafio de participar de um desenvolvimento como este nestes 4 anos de trabalho. Teve brasileiro trabalhando na especificação e portanto, o ODF é o formato de documentos mais brasileiro de todos os tempos !

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ODF 1.2 is approved at OASIS

October 4th, 2011

A few months ago I wrote a post announcing the completion of the ODF 1.2 development. On past Friday (September, 30), it was officially announced the approval of the standard at OASIS, and Rob Weir has published an excellent post on his blog telling a little bit of the history behind the specification, listing its contributors and celebrating the announcement.

I’m really happy to see the number of companies who voted for its approval at OASIS (no one voted against it), because the vote is open to all OASIS members and isn’t a mandatory vote. The minimum number of votes required for approval was 49 and we had 76 votes at the end.

To make it easy to find later, I’m publishing here the list of companies who voted for the approval of the standard, and I’m surprised to see some names in this list:

ACORD Corporation
AITI-Associazione Italiana Tesorieri de Im.
ASG Software Solutions
Adullact
Akamai Technologies
Ars Aperta
Axiomatics
Axway Software
Sursen Electronic Technology Co, Ltd
Booz Allen Hamilton
CA Technologies
Capgemini
Collaborative Fusion, Inc.
DeltaXML Limited
Deutsche Boerse AG
Deutsche Telekom AG
EMC
Eurobits Technologies
Fedict
Freescale Semiconductor, Inc.
Fujitsu Limited
GS1
Genus Technologies, LLC
Hippo B.V.
Hitachi, Ltd.
IBM
ISIS Papyrus America Inc.
ISO/IEC JTC1/SC34
Intellegere Foundation, Inc.
Jet Propulsion Laboratory (NASA)
KDE e.V.
LSI Corporation
Larson Software Technology, Inc.
Lexmark International Inc.
LonMark International
MTG Management Consultants, LLC.
Microsoft
Missouri Office of State Courts Admin.
MultiRacio Ltd.
NXP Semiconductors Netherlands b.v.
National Center for State Courts
National Institutes of Health
Netherlands Tax and Customs Administration
Neustar, Inc.
New Zealand Government
Newelo Oy
Nokia Corporation
North American Energy Standards Board
Novartis
Novell
Nuxeo
OpenDocument Format Alliance (ODFA)
Oracle
PSLX consortium
Polish Association of Translation Agencies
PrimeKey Solutions AB
Primeton Technologies, Inc.
Quark
Red Hat
SAP AG
SDL International
SailPoint Technologies
Siemens AG
Sonnenglanz Consulting
Stichting Centrum voor Wiskunde & Informatica
Symantec Corp.
TIBCO Software Inc.
Thales e-Security
The Boeing Company
Tradeshift Network Ltd.
Tridium, Inc.
UOML Alliance
US Department of Defense (DoD)
University of Rostock, Germany
WeWebU Software AG
Wellfleet Software Corporation

As you can see, we have in this list some companies that worked on the development of the standard, traditional IT companies, other standards committees, governments and also  large users of electronic documents.

What I’m very pleased with this approval and with the ODF 1.2, is that many of the problems pointed during the past years are now solved, and we also added new features that will be fundamental for ODF to become soon the “de facto” standard for office documents in the entire market.

The main highlights in this version of the standard, which now has 1,217 pages are OpenFormula (complete specification of spreadsheet formulas), support for RDFa/RDF metadata (the documents are now part of the semantic web) and support for digital signatures, the reason why I joined the ODF TC, to ensure that the ODF’s digital signatures specification was compatible with the ICP-Brazil (Brazilian Government Public Key Infrastructure).

We already have several applications using ODF 1.2 and the adoption of this version for other applications is now a matter of time.

We must now prepare the specification for sending it to ISO (to update the ISO/IEC 26.300:2006), and also continue working on the development of ODF 1.3.

I want to leave here my public “thank you very much” to all those who contributed directly or indirectly with the development of ODF 1.2, with the adoption of standard at the market and a special thanks to all who helped me to face the challenge of participating in a development like this on the past four years of work. A Brazilian worked in the specification and therefore, the ODF is the most Brazilian of all the office documents standards :) !

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ODF 1.2 se aprobó en OASIS

October 4th, 2011

Hace unos meses escribí un post  para anunciar la finalización del desarrollo de ODF 1.2. El viernes pasado (Septiembre 30), se anunció oficialmente la aprobación de la norma en el OASIS, y Rob Weir publicó un excelente post en su blog contando un poco de la historia detrás de la especificación, enumerando sus colaboradores y celebrando el anuncio.

Estoy muy feliz en ver el número de empresas que votaron por su aprobación en OASIS (nadie votó en contra), porque la votación es abierta a todos los miembros de OASIS y no es un voto obligatorio. El número mínimo de votos requeridos para su aprobación fue del 49 y tuvimos 76 votos al final.

Para que sea más fácil de encontrar después, estoy publicando aquí la lista de empresas que han votado por la aprobación del estándar, y estoy sorprendido de ver algunos nombres en esta lista:

ACORD Corporation
AITI-Associazione Italiana Tesorieri de Im.
ASG Software Solutions
Adullact
Akamai Technologies
Ars Aperta
Axiomatics
Axway Software
Sursen Electronic Technology Co, Ltd
Booz Allen Hamilton
CA Technologies
Capgemini
Collaborative Fusion, Inc.
DeltaXML Limited
Deutsche Boerse AG
Deutsche Telekom AG
EMC
Eurobits Technologies
Fedict
Freescale Semiconductor, Inc.
Fujitsu Limited
GS1
Genus Technologies, LLC
Hippo B.V.
Hitachi, Ltd.
IBM
ISIS Papyrus America Inc.
ISO/IEC JTC1/SC34
Intellegere Foundation, Inc.
Jet Propulsion Laboratory (NASA)
KDE e.V.
LSI Corporation
Larson Software Technology, Inc.
Lexmark International Inc.
LonMark International
MTG Management Consultants, LLC.
Microsoft
Missouri Office of State Courts Admin.
MultiRacio Ltd.
NXP Semiconductors Netherlands b.v.
National Center for State Courts
National Institutes of Health
Netherlands Tax and Customs Administration
Neustar, Inc.
New Zealand Government
Newelo Oy
Nokia Corporation
North American Energy Standards Board
Novartis
Novell
Nuxeo
OpenDocument Format Alliance (ODFA)
Oracle
PSLX consortium
Polish Association of Translation Agencies
PrimeKey Solutions AB
Primeton Technologies, Inc.
Quark
Red Hat
SAP AG
SDL International
SailPoint Technologies
Siemens AG
Sonnenglanz Consulting
Stichting Centrum voor Wiskunde & Informatica
Symantec Corp.
TIBCO Software Inc.
Thales e-Security
The Boeing Company
Tradeshift Network Ltd.
Tridium, Inc.
UOML Alliance
US Department of Defense (DoD)
University of Rostock, Germany
WeWebU Software AG
Wellfleet Software Corporation

Como se puede ver, tenemos en esta lista algunas empresas que trabajaron en el desarrollo del estándar, empresas más tradicionales de TI, otros comités técnicos, gobiernos y también grandes usuarios de documentos electrónicos.Estoy muy contento con esta aprobación y con el ODF 1.2, es que muchos de los problemas señalados en los últimos años están ahora resueltos, y también hemos añadido nuevas características que serán fundamentales para ODF convertirse en el estándar “de facto” para documentos de oficina en todo el mercado.

Los principales aspectos destacados en esta versión de la norma, que ahora cuenta con 1.217 páginas, son el OpenFormula (especificación completa de fórmulas para hojas de cálculo), el soporte a metadatos RDFa/RDF (los documentos son ahora parte de la web semántica) y soporte para firmas digitales, la razón por la cual yo me uní al TC ODF, para asegurarme de que la especificación de firmas digitales del ODF era compatible con la ICP-Brasil (Infraestructura de Clave Pública del gobierno brasileño).

Ya tenemos varias aplicaciones usando ODF 1.2 y la adopción de esta versión para otras aplicaciones es ahora una cuestión de tiempo.Ahora tenemos que preparar la especificación para enviarla a la ISO (para actualizar el ISO/IEC 26.300:2006), y también seguir trabajando en el desarrollo de ODF 1.3.

Quiero dejar aquí mi público “muchas gracias” a todos los que contribuyeron directa o indirectamente con el desarrollo de ODF 1.2, con su adopción en el mercado y un agradecimiento especial a todos los que me ayudaron a enfrentar el desafío de participar en un desarrollo como este en los últimos cuatro años de trabajo. Un latino americano trabajó en su desarollo y por eso, el ODF el estándar de documentos ofimáticos más latino de todos :) !

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Há alguns dias fomos todos surpreendidos com um documento encontrado no CableGate, trocado entre a embaixada norte americana no Brasil e o Governo Norte Americano em 2007. De acordo com este documento, a Microsoft fazia gravíssimas acusações contra o governo brasileiro, e apesar de ter se feito de ‘tolinha’ pelo relato da reunião, pedia indiretamente uma intervenção do Governo Norte Americano para frear o avanço do ODF no Brasil, conseguir o apoio brasileiro para a aprovação do OpenXML na ISO, frear a parceria entre o comitê técnico brasileiro e demais comitês internacionais que discutiam o padrão, reduzir a influência do Brasil no debate internacional sobre o OpenXML, além de acusar o Ministério das Relações Exteriores e a Casa Civil de estarem executando uma campanha anti-americana. Pior do que isso, insinuam ainda que o ODF é um padrão anti-americano !

Eu estava envolvido até o pescoço com tudo isso naquela época e tenho aqui todos os detalhes de bastidores que causaram esta reunião entre a Microsoft e o Embaixador Americano e posso afirmar categoricamente: Foi SIM um pedido velado de intervenção.

Como esclarecimento inicial, o XML citado de forma incompleta no documento é o OpenXML (o Open deve ter sido suprimido por quem relatou a reunião).

Para contextualizar o documento, é importante lembrar que começamos a trabalhar na avaliação do OpenXML no Brazil no início de 2007, e que votamos “NÃO” à aprovação do padrão em Setembro. O resultado desta votação foi a rejeição do padrão com mais de 3 mil defeitos técnicos apontados. Mesmo assim, de forma surpreendente, o SC34 resolveu agendar uma reunião de 5 dias para Março de 2008 em Genebra na Suiça para ‘discutirmos os mais de 3 mil problemas técnicos’. Esta reunião se chamou Ballot Resolution Meeting (BRM) e existe farta documentação em meu blog sobre ela e o seu resultado final, de mudança de voto surpreendente e aprovação do padrão.

Gostaria de deixar claro aqui que não acredito que esta reunião entre Microsoft e o representante maior do Governo Norte Americano no Brasil tenha sido uma iniciativa individual do Sr. Michel Levy, mas que tenha sido uma iniciativa da corporação. Apesar de funcionário da Microsoft o Sr. Michel Levy é brasileiro, e prefiro não acreditar que ele tenha, por iniciativa própria, decidido se esforçar para colocar o Governo Norte Americano contra o Governo Brasileiro, desrespeitando assim nossa soberania nacional e nosso mérito técnico.

A primeira pergunta que deixo aqui é em quantos outros países que votaram NÃO ao OpenXML o mesmo aconteceu, e quais destes países “acataram”um eventual puxão de orelha por parte do governo norte americano.

Sim, o puxão de orelha pode mesmo ter ocorrido, pois se notarem a linha geral do discurso usado aqui no Brasil, a decisão técnica nacional é apresentada como sendo algo contra os Direitos de Propriedade Intelectual (IPR), e uma das coisas que causam retaliação nos acordos de livre comércio com os Estados Unidos são as violações à Propriedade Intelectual. Estou cansado de colecionar boatos aqui dos tempos de OpenXML, onde possíveis sanções motivadas por estas violações foram trazidas à mesa para a negociação dos votos de governo em alguns países (se seu país mudou de voto depois de Setembro de 2007, pode investigar que vai encontrar um papel ‘chave’ para o governo nesta mudança de voto). Quem sabe um dia o Wikileaks nos ajuda a investigar de forma aprofundada isso também !

Ainda sobre a motivação da reunião, acho cômico o fato de que no último parágrafo do documento esta escrito que a Microsoft não estava pedindo ajuda ao Governo Norte Americano, e duvido que no meio diplomático veríamos ali algo como “a Microsoft veio pedir ajuda pelo amor de Deus, pois estes malditos nativos Sul Americanos estão estragando tudo !”… Se não foi para pedir ajuda, por que motivo fizeram a reunião ? Seria o Embaixador Americano um psicólogo especializado em frustrações corporativas ? Será que ele é blogueiro secreto de algum site internacional de fofoca ?

Se ele deu ‘conselhos’ à Microsoft no Brasil, será que ele pode também me dar os números da Mega Sena se eu for até lá ?

Voltando ao documento, fico imensamente irritado ao ver a Microsoft afirmar que o Governo Brasileiro estava pressionando a ABNT para adotar o ODF. A Microsoft era membro do comitê da ABNT na época, e tenho aqui uma ata de reunião a empresa concorda com a abertura do processo para a adoção do padrão ODF no Brasil. Fui o responsável por este processo dentro da ABNT e contamos com colaboração de diversos órgãos de governo e empresas privadas, seguindo todas as regras internas da ABNT, sem pressão alguma e o pior de tudo: todo o processo foi feito com acompanhamento da Microsoft, que era membro do comitê e optou por não nos ajudar com o trabalho de tradução do padrão  para o português do Brasil.

A Microsoft sabia que o Brasil mantém uma tradição dentro da ABNT de que não são adotadas no Brasil as normas internacionais que contaram com o voto de rejeição do Brasil na ISO. Em outras palavras, se a tradição não for quebrada, o OpenXML jamais será adotado no Brasil ! (e isso no final de 2007 era uma catástrofe para a empresa, que estava jogando pesado tudo o que podia para conseguir o carimbo da ISO no OpenXML).

Para piorar a situação, a troca de informações entre membros dos comités técnicos que avaliavam o OpenXML era constante, e ao ver que o Brasil tinha dado um voto NÃO muito bem embasado tecnicamente, foi natural começarmos a receber por aqui pedidos de colaboração de diversos membros de outros comitês. Eu mesmo perdi a conta do número de pessoas e comitês com quem me correspondi durante aqueles meses. Claro que novamente isso incomodava demais a empresa, pois passamos a distribuir por aí pontos de argumentação para os quais eles nunca teriam uma resposta aceitável, e isso estava de fato complicando bastante a vida deles para manipular o jogo no mundo todo.

Não vou comentar aqui as acusações feitas ao Ministério das Relações Exteriores, mas digo apenas que se o ministério se manifestou internacionalmente sobre os fatos da época, esta foi uma decisão soberana e devia ser aceita por todos (e aceitar não significa concordar ou aprovar). Trabalhar contra um posicionamento destes é trabalhar contra a soberania nacional, e isso é inadmissível !

Acho interessante ver como o mundo dá voltas, e ver que as pessoas que a Microsoft acusa de serem anti americanas, são atualmente o Ministro da Defesa (Celso Amorim) e a nossa Presidenta da República (Dilma Russef), que é acusada ainda de ser contra os direitos de propriedade intelectual. Espero que a assessoria de ambos leiam o documento, para que fique clara a imagem que a Microsoft tem dos dois !

Para finalizar, tentam ainda insinuar que o ODF é um padrão anti americano. Confesso que gostaria muito de saber o que a IBM, Oracle, Google e Red Hat (entre outras empresas americanas) pensam sobre o padrão, uma vez que trabalham há alguns anos em seu desenvolvimento e adoção. Na verdade eu prefiro que estas empresas expliquem diretamente ao Governo Norte Americano se o ODF é ou não anti-americano, e espero ainda que elas peçam esclarecimentos ao governo do seu país sobre atividades similares da Microsoft em outros países durante os anos de 2007 e 2008.

Para quem não acompanhou a história toda, o ODF foi adotado no Brasil, o OpenXML rejeitado por aqui e só não tivemos um papel maior no cenário internacional pois fomos calados no último dia do BRM, justo quando iriamos apresentar uma proposta que mudaria o final desta história. Já contei esta história aqui.

Obrigado ao WikiLeaks, por nos ajudar a começar a tirar os esqueletos do armário. Para quem quiser entender como a Microsoft trata e negocia com países que possuem políticas pró Software Livre, vale a pena ler este outro cable aqui. Divirtam-se !

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A few days ago we were all surprised by a document leaked  at CableGate, exchanged between the US embassy in Brazil and the American Government in 2007. According to this cable, Microsoft made serious accusations against the Brazilian government, and despite of the attempt to play the ’silly Microsoft’ at the meeting, they indirectly asked for an intervention of the American Government to halt the spread of ODF in Brazil, to win the Brazilian support for the approval of OpenXML in ISO, to halt the partnership between the Brazilian technical committee and other committees discussing the international standard at that time, to reduce the influence of Brazil in the international debate on OpenXML, and also to accuse the Brazilian Ministry of Foreign Affairs and the Brazilian Presidency’s Civil House of being anti-Americans. Worse than that, they also suggested that ODF is an anti-American standard!

I was involved up to my neck with all that was happening at that moment, and I have here all the details from the “behind the scenes” that caused the meeting between Microsoft and the U.S. Ambassador and I can say categorically: YES, it was a veiled request for intervention.

As an initial clarification, the XML mentioned at the document is the OpenXML (Open could have been erroneously suppressed by those who wrote the report the meeting).

To contextualize the document, it is important to remember that we started working on the evaluation of OpenXML in Brazil in early 2007, and voted ‘NO’ to the standard approval in September of that year. The result of that ballot was the rejection of the standard with more than 3,000 technical defects noted. Yet, surprisingly, the SC34 decided to schedule a five days meeting for March, 2008 in Geneva, Switzerland to ‘discuss the more than 3,000 technical problems’. This meeting was called Ballot Resolution Meeting (BRM) and there is ample documentation here in my blog about it and its final result, of surprising change of votes and approval of the standard.

Let me make clear here that I don’t believe that this meeting between Microsoft and the major representative from the American Government in Brazil has been a personal initiative of Mr. Michel Levy, but for me it was an corporative initiative. Even being a Microsoft employee, Mr. Michel Levy is a Brazilian, and I prefer not to believe that he has, on its own initiative, decided to start an initiative to put the American Government against the Brazilian Government, thus violating our sovereignty and our national technical merit.

The first question that I leave here is on how many other countries that voted NO to OpenXML the same kind of initiative also happened, and how much of these countries “have accepted” an eventual intervention by the U.S. government.

Yes, the intervention may have occurred, because if you notice the general line of argumentation used here in Brazil, the national technical decision is presented as being an initiative against the Intellectual Property Rights (IPR), and one of the things that cause retaliation in free trade agreements with the United States are eventual IPR violations. I have my own collection of rumors from the times of OpenXML, where possible sanctions motivated by IPR violations were brought to the negotiation table to get the governmental votes in some countries (if your country has changed the vote after the voting in September 2007, please investigate and you will probably find a ‘key’ governmental role on that vote changing). Maybe one day, WikiLeaks  could help us to investigate that too!

Still on the motivation of the meeting, I think it is comic that in the last paragraph of the document, is written that Microsoft was not asking for any governmental advocacy on the issue, and I doubt we would see in diplomatic circles documents like this one something like “Microsoft came asking for help in the name of God, because these damned South Americans natives are ruining everything !”… If it was not for help, why they had that meeting? Perhaps the American Ambassador is a psychologist specialized in international corporate frustrations? Is he a secret blogger of an international gossip website ? If he gave ‘advice’ for free to Microsoft in Brazil, can he also give me the numbers of the lottery if I ask ?

Back to the document, I am greatly angered to see Microsoft claims that the Brazilian government was pressuring ABNT (Brazilian National Body and Standards Organization) to adopt ODF. Microsoft was a member of the ABNT’s committee at the time, and I have here the minutes of a meeting where the company agrees to open the ODF adoption process in Brazil. I was responsible for that process inside the ABNT and rely on the collaboration of various government agencies and private companies, following all the internal rules of ABNT, without any pressure and worst of all: the whole process was done with Microsoft’s monitoring, which was a committee member and chose not to help us with the work of translating the standard into Brazilian Portuguese.

Microsoft knew at that time that Brazil has a tradition inside the ABNT that we don’t adopt international standards in Brazil if we voted against the standard approval at ISO. In other words, if the tradition is kept, OpenXML will never be adopted in Brazil! (And this, at the end of 2007, was a catastrophe for the company, who was playing as hard as they could to get the ISO stamp at  OpenXML).

To make their situation worse, the exchange of information between members of technical committees that evaluated the OpenXML was constant, and seeing that Brazil had taken a NO vote technically well grounded, it was natural for us to to start receiving requests for assistance of various members other committees. I really lost the count of the number of people and committees with whom I corresponded during those months. Of course it bothered too much the company, because we distributed argumentation points out there, for which Microsoft would never have an acceptable answer, and this sharing had contributed to complicated even more their tries to manipulate the game worldwide.

I will not comment here on the accusations made to the Brazilian Ministry of Foreign Affairs, but I’ll only state that the if our Ministry has manifested his position internationally at that time, this was a sovereign decision and should be accepted by all (and accept doesn’t means to agree or to approve). Working against such a position is to work against Brazilian national sovereignty, and this is unacceptable!

I find it interesting to see how the world turns, and see that people accused by Microsoft of being anti Americans, are currently the Minister of Defence (Celso Amorim) and our President of the Republic (Dilma Russef), which was also accused of being against intellectual property rights. I’m hoping that the staff of both read the document, so they can show to them the image that Microsoft Corporation have of both!

Finally, they try to insinuate that the ODF is an anti-American standard. I confess that I would like to know what IBM, Oracle, Google and Red Hat (and other North American companies) think about the that, since they work hard on the past years on its development and worldwide adoption. Actually I prefer that these companies explain directly to the American Government if the ODF is  anti-American, and I still hope they ask clarification from the American Government about Microsoft’s similar initiatives in other countries during the 2007 and 2008 years.

For those who did not follow the whole story, the ODF was adopted in Brazil, OpenXML rejected here and just didn’t had a major role on the international scene, because we were silenced on the last day of the BRM, just when we would submit a proposal that could change the end of this history. I’ve already told this story here.

Special thanks to WikiLeaks, for helping us get the skeletons out of the closet. For those who want to understand how Microsoft deals and negotiates with governments that have pro-FLSOO policies, it’s worth reading this other cable here. Have fun with it!

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Hace unos días nos sorprendió a todos un documento que se publicó en CableGate, intercambiado entre la Embajada de EE.UU. en Brasil y el Gobierno estadounidense en 2007. De acuerdo con este cable, Microsoft ha hecho graves acusaciones contra el gobierno brasileño, a pesar del intento de jugar como ‘inocente Microsoft’ en la reunión, ellos indirectamente han pedido la intervención del Gobierno estadounidense para detener la propagación de ODF en Brasil, para ganar el apoyo de Brasil para la aprobación de OpenXML en ISO, para poner fin a la colaboración entre el comité técnico brasileño y de otros comités que estaban involucrados en discutir la norma internacional en aquel momento, para reducir la influencia de Brasil en el debate internacional sobre OpenXML, y también para acusar a lo Ministerio brasileño de Relaciones Exteriores y de la Cámara Civil de la Presidencia de Brasil de ser anti-estadounidenses. Peor que eso, también han sugerido que ODF es un estándar anti-americano!

Yo estaba involucrado hasta mi cuello con todo lo que se pasaba en aquel momento, y tengo aquí todos los detalles del “detrás de escena” que han causado  la reunión entre Microsoft y el Embajador de los EE.UU. y puedo decir de forma categórica: sí, fue una solicitud velada de intervención.

Como una aclaración inicial, el XML que se menciona en el documento es el OpenXML (Open podría haber sido suprimido por error de los que escribieron el informe de la reunión).

Para contextualizar el documento, es importante recordar que empezamos a trabajar en la evaluación de OpenXML en Brasil a principios de 2007, y hemos votado “NO” a la aprobación del estándar en septiembre de 2007. El resultado de esa votación fue el rechazo de la norma con más de 3.000 defectos técnicos presentados. Sin embargo, sorprendentemente, el SC34 decidió programar una reunión de cinco días en marzo de 2008 en Ginebra, Suiza, para “discutir los más de 3.000 problemas técnicos”. Esta reunión fue llamada de  Ballot Resolution Meeting (BRM) y hay una amplia documentación acerca de ella y su resultado final aquí en mi blog. De forma sorprendente, hubo un cambio de votos y la aprobación de la norma.

Quiero dejar claro aquí que no creo que esta reunión entre Microsoft y el principal representante del Gobierno estadounidense en Brasil ha sido una iniciativa personal del señor Michel Levy, pero para mí fue una iniciativa corporativa. Aun siendo un empleado de Microsoft, el Sr. Michel Levy es un brasileño, y prefiero no creer en el tuvo, por su propia iniciativa, la idea de lanzar una iniciativa para poner el Gobierno de Estados Unidos contra el Gobierno de Brasil, violando nuestra soberanía y nuestro mérito técnico.

La primera pregunta que me dejo aquí es: En cuantos otros países que votaron NO al OpenXML el mismo tipo de iniciativa también pasó, y cual parte de estos países “han aceptado” una eventual intervención por el gobierno de los EE.UU..

Sí, la intervención puede haber ocurrido, porque si se observa la línea general de la argumentación utilizada en Brasil, la decisión técnica nacional se presenta como una iniciativa contra los derechos de propiedad intelectual (IPR), y una de las cosas que pueden causar represalia en los acuerdos de libre comercio con los Estados Unidos son posibles violaciónes de derechos de propiedad intelectual. Yo tengo mi propia colección de rumores de la época de OpenXML, donde las posibles sanciones motivadas por violaciónes de derechos de propiedad intelectual fueron llevados a la mesa de negociación para obtener los votos del gobierno en algunos países (si su país ha cambiado el voto después de la votación en septiembre de 2007, por favor investigar, y es probable que encuentre un papel “clave” del gobierno en el cambio de voto). Tal vez algún día, WikiLeaks nos puede ayudar a investigar eso también!

Aún acerca de la motivación de la reunión, creo que es cómico veer en el último párrafo del documento, escrito que Microsoft no estaba pidiendo ningún apoyo gubernamental sobre el tema, y dudo que se vean en los documentos de los círculos diplomáticos como éste, algo así como “Microsoft llegó pidiendo ayuda en nombre de Dios, porque estos malditos nativos Sur Americanos están arruinando todo !”… Si no fuera por ayuda, por qué hubo esa reunión? Tal vez el embajador de los Estados Unidos sea una psicólogo especializado en el frustraciones corporativa internacionales? ¿Quién sabe se él es un blogger secreto de un sitio web de chismes internacionales? Si le dio “consejos” de forma gratuita a Microsoft en Brasil, puede también darme los números de la lotería ?

Volviendo al documento, estoy muy enojado al ver declaraciones de Microsoft que el gobierno brasileño estaba presionando a la ABNT (National  Body de Brasil y la Organización de Normas Nacionales) para adoptar ODF. Microsoft fue miembro del comité en la ABNT, y tengo aquí el registro de una reunión en la cual la empresa ha manifestado estar de acuerdo a iniciar el proceso de adopción de ODF en Brasil. Yo fue el responsable por ese proceso dentro de la ABNT y contamos con la colaboración de diversos organismos públicos y empresas privadas, siguiendo todas las normas internas de la ABNT, sin ninguna presión y lo peor de todo: todo el proceso se llevó a cabo con la supervisión de Microsoft, que era un miembro del comité y decidieron no nos ayudan con el trabajo de traducir la norma al portugués de Brasil.

Microsoft sabía en aquel momento, que Brasil tiene una tradición dentro de la ABNT que no se adoptan las normas internacionales en Brasil, si hemos votado en contra de su aprobación en el la ISO. En otras palabras, si la tradición se mantiene, OpenXML no se adoptará en Brasil! (Y esto, a finales de 2007, fue una catástrofe para la empresa, que estaba jugando tan duro como pudo para obtener el sello ISO en OpenXML).

Para hacer la situación peor, el intercambio de información entre los miembros de los comités técnicos que evaluaron el OpenXML fue constante, y al ver que Brasil había tomado un voto NO técnicamente bien fundado, fue natural para nosotros  empezar a recibir solicitudes de asistencia de varios miembros otros comités. Realmente me perdió la cuenta del número de personas y de los comités con los cuales me correspondía durante esos meses. Por supuesto eso ha molestado mucho a la compañía, ya que hemos distribuido  puntos de argumentación para los cuales Microsoft nunca tuvo una respuesta aceptable, y esta participación ha contribuido a complicar aún más la manipulación de la empresa en juego en todo el mundo.

No voy a comentar aquí sobre las acusaciones hechas al Ministerio de Relaciones Exteriores brasileño, pero sólo voy a decir que sí nuestro Ministerio ha manifestado su posición a nivel internacional en aquel momento, se trataba de una decisión soberana y debe ser aceptada por todos (y aceptar no significa estar de acuerdo o aprobar). Trabajando en contra de esta posición es trabajar contra la soberanía nacional de Brasil, y esto es inaceptable!

Me parece interesante ver cómo gira el mundo, y ver que las personas acusadas por parte de Microsoft de ser anti-estadounidenses, son actualmente el Ministro Brasileño de Defensa (Celso Amorim) y nuestra Presidenta de la República (Dilma Russef), que también fue acusada de ser contra los derechos de propiedad intelectual. Tengo la esperanza de que el personal de ambos leen el documento, para que puedan mostrar a la imagen Microsoft  tiene de los dos!

Por último,  tratan de insinuar que el ODF es un estándar anti-estadounidense. Confieso que me gustaría saber lo que IBM, Oracle, Google y Red Hat (y otras empresas de los EE.UU.) piensan de eso, ya que han trabajado duro en los últimos años para el desarrollo y la adopción en todo el mundo del ODF. En realidad, me gustaría más que estas empresas presente sus explicaciones directamente al gobierno de los Estados Unidos, y digan si el ODF es anti-estadounidense, y todavía espero que pidan aclaraciones al Gobierno estadounidense sobre iniciativas similares de Microsoft en otros países durante los años 2007 y 2008.

Para aquellos que no siguieron toda la historia, el ODF fue adoptado en Brasil, OpenXML rechazado aquí y simplemente no tuviéramos un papel más importante en la escena internacional, debido a que hemos sido silenciados en el último día de la BRM, justo cuando presentaríamos una propuesta que podría cambiar el final de esta historia. Ya he contado esta historia aquí.

Un agradecimiento especial a Wikileaks, por ayudarnos a sacar los esqueletos del armario. Para aquellos que quieran entender cómo se comporta y negocia Microsoft con los gobiernos que se tienen políticas pro-software libre, vale la pena leer este otro cable aquí.

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On the beginning of July, during the FISL (International Free Software Forum), in Porto Alegre, Brazil, the Brazilian Minister of Science, Technology and Innovation, Aloizio Mercadante, had a meeting with Brazillian hackers (Jon MadDog is almost Brazilian at this moment :)).

Minister Aloisio Mercadante and Brazilian Hackers


I was on that meeting, and we had the opportunity to present our FLOOS, Open Hardware and Open Standards projects and initiatives to the Minister, and talk about the ways we (as a community) are developing technology outside the traditional academic environment.

I’m very happy to see that the Minister really understood what we presented, and I’m translating bellow an article wrote by him and published yesterday (11/08/2011) at the “Folha de São Paulo” newspaper. Finally it seems that the Ministry of Science, Technology and Innovation is committed to build policies to support our work here. While some governments are fighting the hackers, the Brazilian government is managing a way to work with us all, in benefit of our society !

Here’s the Minister Aloisio Mercadante’s article:

The reasons for the dialog with hackers

As Internet access becomes a reality in social classes, millions of new users are enjoying its facilities and transformative potential. At the same time, the society’s dependence on the network is increasing. Currently, more than a third of financial transactions are made in virtual mode, and essential services of energy, traffic and communications are increasingly dependent on it.

These sectors may suffer cyber attacks with unpredictable consequences, and also the Brazilian state needs to take precautions. Therefore, the Ministry of Science, Technology and Innovation and Ministry of Defense are working together to develop technologies that will prevent, protect or restore essential services affected by attacks of so-called crackers.

Crackers are criminals, many of whom do not even know how to program, being advanced users of software that wasn’t necessarily developed by themselves.

Hackers are people that decipher things, develop software and hardware that allow adaptation or construction of new features. In general, young self-taught individuals and creators of innovative solutions for the use of information technologies.

Almost all social relations that exists inside the society also exists on the network, including the crimes. However, we cannot start a process of freedoms restriction on the Internet and widespread criminalization, motivated by localized episodes - though of concern - nor contribute to simplify the meaning of the libertarian and transformative movement that represents the hacker community.

This movement began in the 1960s, influenced by the counterculture. The sociologist Manuel Castells in his book “The Internet Galaxy”, made it clear that the hacker culture has been one of the forming forces of the Internet. The Internet wasn’t the only model of digital network. France had the Minitel network, fully centralized and closed.

By other hand, the Internet has its distributed intelligence, is completely open, which allows hackers to continue creating innovative solutions, such as the P2P (”peer-to-peer”) networks, a system that allows information sharing by connecting two clients and transforming the client in a server and vice versa. That consolidated it as a network with no center, no owner, whose intelligence is located on users’ machines.

The experience and geniality of the code creators cannot be ignored. In early July I attended the International Free Software Forum in Porto Alegre. We have young people developing science and technology outside of academia and big corporations, ethical hackers who want more transparency and participation in their relationship with the State.

The capacity of these technology development collectives need to be recognized and encouraged, because it can generate important innovations for our country. Fortunately, the communitarian science and free technologies are advancing, helping to topple dictatorships and conservative and biased thinking.

Now, in Brazil, the hacker culture will have the support of the Ministry of Science, Technology and Innovation. We are developing a set of public policies to allow this promising community to contribute with the development of new technologies and solutions for the society.

Aloizio Mercadante, a PhD in Economics at Unicamp, is Brazilian Minister of Science, Technology and Innovation.”

Again, happy to see my country in the right path !

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