void life(void)

Não sei se estou ficando paranóico mesmo, mas cada vez mais estamos sendo vítimas no Brasil de pessoas “bem intencionadas” que estão aos poucos restringindo tanto nossas liberdades de tal forma  que daqui a pouco voltaremos a ter um regime ditatorial no Brasil. O pior de tudo é que o ditador será a ignorância e a hipocrisia :)

Duvido que isso seja uma ação coordenada de alguém e acredito que seja fruto de iniciativas de pessoas que não enxergam mais do que o próprio umbigo, e imersas na hipocrisia que parece se disseminar pelo ar no Brasil. Eles vão acabar criando um gigantesco problema legal, que dará muito, mas muito trabalho para ser resolvido, além de deixar meio caminho andado para um ditador qualquer que um dia resolva tomar conta disso aqui.

Como os que me conhecem sabem, sou um defensor ferrenho da liberdade. Não me considero revolucionário ou anarquista, mas apenas quero defender o meu e o seu direito de fazer escolhas, mesmo que elas não sejam as mais recomendadas por todo mundo. Acho que só assim se evolui, só assim aliás, nosso país chegou de certa forma até aqui. Acredito que sem contestação não existe evolução (sem alguma transgressão também não :) ).

Quando critico a hipocrisia e digo que é generalizada é porque, até que me provem ao contrário, todo brasileiro é hipócrita. Não fique ofendido com isso, mas somos assim mesmo (ou alguém aí conhece por exemplo algum outro país em que exista “Lei que não pega !!!”).

Por isso mesmo, estamos discutindo e escrevendo leis que, de forma isolada podem até passar por uma “boa idéia”, mas quando olhamos o todo, estamos mesmo é acabando com a privacidade das pessoas e restringindo suas liberdades.

Um primeiro exemplo disso é o polêmico projeto de lei do deputado Eduardo Azeredo, que propõe uma série de absurdos e literalmente acaba com o anonimato na Internet (ou seja, você que ia postar aqui um comentário anônimo pode pensar duas vezes… vamos pegar você :) ). Quem usa a internet para qualquer atividade produtiva sabe da importância deste anonimato, principalmente para divulgar sua opinião sobre fatos e fomentar discussões em blogs e listas abertas, sem precisar dar a cara a tapa (para citar apenas um benefício do anonimato).

Pior do que isso, ele propõe criminalização de uma série de atividades na rede antes mesmo de que se defina um marco regulatório para a rede, indo na contramão do que foi feito em todos os países que desenvolveram legislações semelhantes.

É interessante notar que isso ocorre para “evitar crimes na Internet”. OK !!!

Até onde sei, o crime mais cometido na Internet no Brasil é o phishing scan, que me lembra muito o vírus português, pois o ladrão nada mais faz do que pedir com educação ao cliente seus dados bancários. Isso só dá certo porque um monte de desavisados ignora que não deve digitar a senha do banco em qualquer site, e ignora ainda que nenhum banco no Brasil usa e-mail para se comunicar com os clientes (e olha a hipocrisia aí de novo…). Quer evitar crimes eletrônicos: EDUQUE AS PESSOAS !!!

Na semana passada escutei uma desembargadora federal que está propondo uma série de medidas aos provedores de acesso, desta vez para evitar a pornografia infantil. Estas medidas passam até pelo monitoramento de salas de bate papo e não violam a constituição por combater algo “importante para nossa sociedade”. Em outras palavras: um bando de pai e mãe relapso usa o computador de babá de seus filhos e deixam a molecada ficar fazendo o que bem quer na Internet. Para protege-los, vamos monitorar todo mundo… Viu a hipocrisia aí de novo: EDUQUE AS PESSOAS !!!

Neste caso em particular, vale a pena ler as recomendações. Para quem é técnico em TI, soa mesmo como uma piada. Eles falam como se software de monitoramento de bate papo nascesse em árvore ou se existisse um botão em todos os servidores escrito “MONITORE”. Faltou ainda definir como proceder para obrigar que, uma criança ou menor de idade, acesse somente salas de bate papo “destinadas ao público com idade igual ou inferior a 14 anos”… Vi a hipocrisia aí de novo ?

Para seguir esta recomendação, vão acabar monitorando tudo mesmo (eu acho até bom, porquê sala de chat é crachá de desocupado, não é mesmo ?). Só para lembrar, isso tudo acontece algumas semanas após ter terminado a “novela das oito” onde uma das protagonistas era uma prostituta/dançarina em um bordéu… isso a criançada pode ver, não é mesmo ?

Para sair um pouco da Internet, li hoje o que considero “a cereja” do bolo: uma jornalista da Folha de São Paulo iria perder seu direito de dirigir por 1 ano e pagar uma multa de quase Mil Reais por ter cometido a infração de dirigir depois de ter comido dois bombons com licor !!! Realmente é um perigo para a sociedade !!! Graças a Deus temos uma lei tão boa para nos proteger !!!

Só sendo louco ou muito, mas muito hipócrita mesmo prá acreditar que uma lei como esta é realmente útil. Se for cumprida á risca, o Happy Hour acabou, os almoços e churrascos de final de semana também e o consumo de bebida alcoólica no Brasil estará restrito às residências (e mesmo assim, apenas ao dono da residência). Só pode ser piada !!!

Não seria mais fácil deixar os limites anteriores de dosagem alcoólica em vigor, mas fiscalizar de verdade ? Será que a maioria dos acidentes de automóvel causados pela embriaguez foram causados por motoristas que haviam consumido apenas duas latas de cerveja ? E os carros em circulação sem a menor condição de segurança (ok… este não dá prá ganhar dinheiro só usando um bafômetro, teriam que inspecionar e isso ia dar um trabalho…)?

Como podem ver, as propostas acima apresentadas tem seu valor quando se olha somente para o problema que a originou, mas acabam em conjunto montando um cenário perturbador para a liberdade dos brasileiros. O legal é que vemos tudo isso e ficamos com cara de mané, dando risada da nossa própria desgraça… estamos vendo uma muralha se construir ao nosso redor e não somos capazes de fazer nada… onde está o senso de indignação ? Será que a nossa hipocrisia acabou com ele também ?

Acredito que não precisamos de nada disso, precisamos apenas SER UM POVO MAIS EDUCADO (e olha a hipocrisia aí de novo, dentro da sua cabeça te fazendo achar que somos um povo educado, heim ???).

Para encerrar, o que me deixa mais triste é ver que grande parte disso tudo sai da caneta de pessoas que se orgulham em ter “pegado em armas” ou “pagado o preço” para combater a ditadura no Brasil e garantir a “nossa liberdade”… será mesmo ?

When I read the text which I’ll comment on this post, I remembered a joke I heard a few weeks ago:

Q. You know how many engineers of the company XXX are needed to replace a light bulb?

R. None… The company XXX transforms “darkness” on a standard!

I was alerted by a friend that will occur an important international discussion on patents (excuses about that “bad” word) and it will be discussed a document regarding the International Patent System, available here. This document was drafted by the World Itellectual Property Organization (which is based on Geneva… complicated city, hmm?).

I have not read the whole document but I saw there a couple of things that really made me scared.

The first of them is located at the executive summary, when they made a summary about the importance of patents to economic environment and international innovation. They should only have taken that text from a “Fairy Tales” book.

I’m really annoyed when I hear someone arguing that “patents encourage innovation”… is it true?

A good practical example: Imagine that you are an entrepreneur in the software industry and wants to develop an ERP system for small businesses, which takes control of the whole production management. You know what is the chance that you can develop such a whole system without infringing any patent: 0%…

In summary, you study and develops a system by yourself, and after that everything is ready, it may appear that a “coated person” saying that he has patented an algorithm, concept or idea of architecture that you used and you need to pay a fee to him (royalties of his invention). The worst thing is that in many cases, he only has the patent and never implemented the patent subject in practice.

Is this really encourages innovation?

I understand that the problem is not the patent, but the evil use made of it and let’s be honest: Patents today serve to prevent someone joining the market that you are. I know stories of decades of scientific studies that had to be abandoned when one of the groups that studying abroad (they were around four groups around the world researching the same subject) reached the final outcome with a few DAYS ahead of the others… anyone doubts that if they had shared their knowledge the study would be ready in half the time, with less resources spent and with a result that should benefits more people (or even companies) ?

The other point of the document that left me really scared, mainly because it is located on a par of the document that defines the terms used in the whole document, is the definition given to the term “open standards” (item IV - page 35 of the document). They virtually copied the definition of the European Union (which I believe is the most complete one) and changed a basic assumption (”no royalties”), for a definition based on RAND (reasonable and non-discriminatory) terms with or without the collection of royalties. That totally distorts the definition of open standards and enables that some “aberrations” in the market can now be self-entitled “AN OPEN STANDARD” (ie making “darkness” a standard).

Moreover, they only forget, as always, to explain what exactly “reasonable” means (no reasonable, hmm ?).

They are like these manoeuvres which lead me to believe that the trade disputes are actually leaving the market place and reaching international standardization bodies. Most of these entities is currently serving as a shelter to those who resist to accept that the world has changed and therefore need to revive the concepts that was already defeated in today’s world through standards, treaties and recommendations.

As always, the lack of mechanisms for popular participation in these committees will give them the advantage they need to turn, once again, “darkness” in a standard (or to transform things they don’t understand, on things they really understand using the “funiest” way available).

I wrote this post to alert everyone about what is happening there, and if anyone of you know any person who participates in this negotiation on patents, please alert them to ask, for at least the accuracy of the text defining open standards.

Quando li o texto que vou comentar nest post, me lembrei de uma piada que ouvi a pouco tempo:

P. Sabe quantos engenheiros da empresa XXX são necessários para trocar uma lâmpada ?

R. Nenhum… A empresa XXX transforma “escuro” em padrão !!!

Fui alertado por um amigo de que irá ocorrer uma importante discussão internacional sobre patentes (com o perdão da má palavra) e será nela debatido um documento sobre o Sistema Internacional de Patentes, disponível aqui, e foi elaborado pela World Itellectual Property Organization (que fica em Genebra… ô cidadezinha complicada, heim ?).

Não li o documento todo mas vi duas coisas nele que realmente me deixaram assustados.

A primeira delas, no sumário executivo, é feito um resumo sobre a importância das patentes para o ambiente econômico e de inovação internacional. Só podem ter tirado o texto de algum livro de “contos da carochinha”.

Fico realmente chateado quando escuto alguém defendendo que “patentes incentivam a inovação”… será mesmo ?

Vamos a um exemplo bem prático: Imagine que você é empresário no setor de software e quer desenvolver um sistema de ERP para pequenas empresas, que faça a gestão da produção. Sabe qual é a chance de que você consiga desenvolver um sistema inteirinho sem infringir nenhuma patente: 0 %…

Ou seja, você estuda por conta própria e desenvolve por conta própria também e depois que tem tudo pronto, pode aparecer um gaiato que patenteou um algoritmo, conceito ou idéia de arquitetura que você utilizou e te cobrar royalties sobre “a invenção dele” . O pior é que em muitos casos, ele só tem a patente e nunca implementou aquilo na prática.

Será que isso realmente incentiva a inovação ?

Entendo que o problema não é a patente, mas o mal uso que se faz dela e vamos ser honestos: Patentes hoje servem para impedir que alguém entre no mercado que você está. Conheço histórias de estudos científicos de décadas que tiveram que ser abandonados quando um dos grupos que estudava (eram em torno de quatro grupos no mundo todo) chegou ao resultado final com DIAS de diferença dos demais… Alguém duvida que se eles tivessem compartilhado seus conhecimentos o estudo ficaria  pronto na metade do tempo, com menos recursos dispendidos e com um resultado que atenderia a mais gente ?

O outro ponto do documento que me deixou assustado, pois trata de uma definição de termos utilizados no documento, é a definição que deram ao termo “padrões abertos” (item IV - pagina 35 do documento). Praticamente copiaram a definição da União Européia (que considero a mais completa de todas) e alteraram uma premissa fundamental (ausência de royalties) para uma definição baseada em termos RAND (razoáveis e não discriminatórios) com ou sem a cobrança de royalties. Isso distorce totalmente a definição de padrões abertos e faz com que algumas aberrações existentes no mercado possam agora se auto-intitular “UM PADRÃO ABERTO” (ou seja, transforme a “escuridão” em padrão).

Além disso, só equeceram como sempre, de explicar o que é razoável caso a caso (nada razoável, não acham).

São manobras como estas que me levam a acreditar que as disputas comerciais realmente estão saindo do mercado e chegando a entidades internacionais de padronização. A maioria destas entidades está atualmente servido de abrigo aos que resistem em aceitar que o mundo mudou e que por isso precisam fazer com que os conceitos já derrotados no mundo em que vivemos ressucitem através de normas, tratados e recomendações.

Com sempre, a falta de mecanismos para a participação popular nestes comitês vai dar-lhes a vantagem que necessitam para transformar mais uma vez a “escuridão” em padrão (ou transformar o que não entendem no que entendem, pelo jeito mais “engraçadinho” possível).

Escrevi este post para alertar a todos sobre o que está ocorrendo e se alguém aí conhecer qualquer entidade que participe desta negociação sobre patentes, por favor alerte-os para pedir ao menos a correção do texto de definição de padrões abertos.

For those who thought that the OpenXML was an exception at ISO, a brief warning: If we don’t get our eyes wide open, it will happens all over again!

I already mentioned earlier in my blog the XPS (XML Paper Specification), which is a standard developed by Microsoft that actually replaces the PDF.

Please don’t be surprised to read here that the XPS is already at ECMA, and according to the information available at the page of XPS development committee at ECMA, the XPS could be submitted to ISO (via Fast Track). Does anyone doubt it?

Some questions I would like to see answered by the group that is developing the XPS (and also by ISO, but they never answered anything :) ):

1. He’ll have Microsoft proprietary stuff at XPS, as OpenXML, or will ECMA do a good cleanup this time?

2. ECMA will submit it to ISO via FastTrack again? Does anyone will take that seriously?

3. What is the justification for this overlap with the PDF? Has XPS a legacy ? (maybe paper sheets :) )

4. What is the advantage of having two ISO standards for that too? Did us reached the era where trade disputes will dominate the agenda of international standardization in IT? ISO won’t do anything against it?

5. I’m getting really mad, or people didn’t really learned the lesson?

For those who have the curiosity to know more XPS, the draft of its specification can be accessed here, and I was surprised to see that the document in the XPS format is 50% larger than in PDF format (good advantage, ok ?).

Another interesting thing to note in the draft specification, is that it uses the OPC (Open Packaging Convention), which has already been approved as ISO Standard, for being a part of OpenXML (the point is that the OPC was even discussed by experts in electronic packaging and data security, because it “passed” as part of a standard for “office documents”… smart and cool, isn’t it?). This means that the adoption of the XPS already has a halfway track (off course this will only be possibe if OpenXML survives from the limbo :) )…

On a quick look at the specification (because my stomach still not very good for this yet), I have found a table full of bitmasks! They will neven learn !

What makes me most angry about it all, is the fact that JTC1 has really more important things to do, such as creating an international standard (and an open one) for data compression. The ZIP algorithm is open, but it isn’t an international standard.

The way that things are going, I think I will organize a worldwide lottery regarding the “List for the next 10 standards that will be overlaped at ISO” (please submit your suggestions at the comments :))…

Anyway, this is not the world we ask for,  but this is the world we live in, and this is why: WE NEED KEEP OUR EYES ON IT!

Para quem achava que o OpenXML foi a excessão da regra dentro da ISO um breve aviso: Se não ficarmos com os olhos bem abertos, vai acontecer tudo de novo !!!

Já citei anteriormente no meu blog o XPS (XML Paper Specification), que é um padrão desenvolvido pela Microsoft que na verdade substitui o PDF.

Não fiquem espantados ao ler aqui que o XPS realmente está no ECMA,  e segundo as informações da página do comitê que o desenvolve no ECMA ele poderá ser encaminhado à ISO (via Fast Track). Alguém duvida disso ?

Algumas perguntas que gostaria de ver respondidas pelo grupo que está desenvolvendo o XPS (e pela ISO também, mas eles nunca respondem mesmo):

1. Ele terá alguma coisa proprietária da Microsoft, como o OpenXML, ou o ECMA vai fazer uma faxina bem feita desta vez ?

2. O ECMA vai mesmo apresentar via FastTrack novamente ? Será que alguém vai levar isso a sério ?

3.  Qual será a justificativa para este overlap com o PDF ? O XPS tem algum legado ?

4. Qual é a vantagem de termos duas normas ISO para isso também ? Será que chegou a era onde disputas comerciais vão dominar a agenda de normatização internacional em TI ? A ISO não vai fazer nada contra isso ?

5. Eu estou ficando louco ou as pessoas realmente não aprenderam a lição ?

Para quem tiver curiosidade em conhecer mais o XPS, o draft de sua especificação pode ser acessada aqui, e fiquei surpreso ao constatar que o documento em formato XPS é 50% maior do que a em formato PDF (me pergunto: que vantagem Maria leva ? Será que é a mesma que a Luzia levou atrás da horta ?)

Outra coisa interessante de se notar no draft da especificação, é que ele utiliza o OPC (Open Packaging Convention), que já foi aprovado como norma ISO, por ser uma parte do OpenXML (o legal é que o OPC sequer foi discutido por especialistas em empacotamento e segurança de dados, pois “passou” como sendo parte de uma norma para “documentos de escritório”… bacana, né ?). Isso significa que a aprovação do XPS já tem meio caminho andado (é só o OpenXML sair vivo do limbo)…

Passando o olho rapidamente pela especificação (pois meu estômago ainda não tá muito bom para isso), já me deparei com uma tabelinha cheia de bitmasks !!! Eles não aprendem mesmo…(e minha azia tá voltando).

O que mais me deixa irritado nisso tudo é que o JTC1 tem realmente coisas  mais importantes para fazer, como por exemplo criar uma norma internacional (e padrão aberto) para compactação de dados. O algoritmo é aberto, mas não é norma internacional.

Do jeito que a coisa está indo, acho que vou organizar um bolão sobre a  “Lista dos próximos 10 padrões que serão atropelados na ISO”  (podem postar sugestões nos comentários :) )…

De qualquer forma, esse não é o mundo que pedimos a Deus mas é o mundo em que vivemos e por isso mesmo: VAMOS FICAR DE OLHO !!!

OK, you won:)

June 6th, 2008

I would like to thank the more than 6,000 visits that my blog had since I published the last post (which was even published by CNET).

I would also like to thank the comments that have been placed in addition to numerous emails and phone calls I received, all with the same request: Do not leave the NB (ABNT).

When I wrote that post, I didn’t even imagined that the repercussion of it would be so huge. I just wrote my post to register my indignation regarding the lack of seriousness of a certain group. Now, I believe that it served to something very useful, because I think that people will think twice before speaking silly stuff at ABNT meetings.

As recommended by several friends, I “cool down my mind” on last days and made a balance of my participation at ABNT. I think that I played my role there, defending positions that many people I know would also defend, if they had the opportunity I had.

I am really disaponted to see that the processes of international standardization (ISO / IEC) unfortunately were not designed for popular participation, but I want to discuss this matter in any other future post. Therefore, I believe that my participation at that committee is, above everything a mandate, because I represent there many voices that simply cannot be heard during these discussions (and believe me, I really thing this way…).

In this work at ABNT I’ve found new friends, I saw friends that I didn’t saw for a long time and has learned a very important lessons: discuss and negotiate (I think that it is not necessary to say that I’ve also achieved some enmities too :)).

For all that presented, and on taking on account the support I received from many people during my “time out”, I would review my decision and say that yes I’ll continue participating at ABNT.

It’s better to be one more “not heard” voice more than another muted one.

I thank everyone for their support and count on me.

To “that group”, I would like to send an advice:  “I’m back :) !!!”

OK, vocês venceram :)

June 6th, 2008

Gostaria de agradecer as mais de 6.000 visitas que meu blog teve desde que publiquei o último post, onde fiz um sincero desabafo (que rodou o mundo e foi parar até na CNET).

Gostaria ainda de agradecer os comentários que foram aqui colocados, além dos inúmeros e-mails e telefonemas que recebi, todos eles com o mesmo pedido: Não saia da ABNT.

Eu não fazia idéia que a repercursão seria tão grande assim, e escrevi meu desabado para deixar registrada a minha indignação com a falta de seriedade de um certo grupo. Acredito que isso acabou servido para algo muito útil, pois agora penso que as pessoas vão ter mais pudor antes de falar bobagem nas reuniões da ABNT.

Eu esfriei a cabeça nos últimos dias e fiz um balanço da minha participação na ABNT. Acho que consegui ali cumprir com meu papel, defendendo coisas que muitas pessoas que conheço defenderiam também se tivessem a oportunidade que tive.

Fico chateado quando vejo que os processos internacionais de normatização (ISO/IEC) infelizmente não foram desenhados para a participação popular, mas pretendo abordar este tema em outro post qualquer dia desses. Sendo assim, considero que minha participação naquele comitê é acima de tudo um mandato, pois represento ali muitas vozes que não podem ser ouvidas durante estes debates (e acreditem, não falo isso da boca prá fora não…).

Neste trabalho na ABNT fiz novos amigos, me reencontrei com amigos que não via ha algum tempo e aprendi uma lições  muito importantes: debater e negociar (acho desnecessário dizer que consegui algumas inimizades ao logo dos trabalhos, não é mesmo :) ).

Por tudo isso apresentado, e por conta do apoio que recebi de muita gente durante a minha “esfriada de cabeça”, gostaria de dizer revi minha decisão e que vou sim continuar participando da ABNT.

É melhor ser mais uma voz “não ouvida” do que mais um silenciado.

Agradeço a todos pelo apoio, e contem comigo.

Aos fanfarrões, um recado: VOLTEI :)

Trilha Sonora deste post, e dica sonora para o final de semana: Rockixe - Raul Seixas (letra - música)

On last Monday (26/05/2008), the group that has analyzed OpenXML at Brazilian NB (ABNT) had a meeting to deliberate about sending a Brazilian appeal of the OpenXML approval. I’m a member of that group (and also coordinator of a part of its technical work).

I spent the last weekend deeply studying (or reviewing by the 100 time) the JTC1 Directives, and found several apparent violations to the directives. Based on those set of evidences, I prepared a presentation to be used at the meeting. I also placed on this presentation a number of questions that the Brazilian delegation had conveyed to ABNT requesting the dispatch to ISO, right after the end of the BRM (beginning of March).

I prepared the presentation merely in order to demonstrate that the irregularities was found and with that, contribute to the content of a possible Brazilian appeal (which should be presented in up to 72 two hours after the end of the meeting).

At the beginning of the meeting, our NB presented to us the ISO responses to our questions about the BRM and the ISO response to a considerable part of them was clear: This is the Brazilian point of view, and if you feel that you are right, send an appeal.

I did all my presentation (20+  slides), answering to all questions raised and at any moment I received even a single one  counter argument to anything that was being presented.

At the end of this presentation, the representative of a company (guess which ???) has taken the line of defense for his companions in the room: “I am not prepared, at this meeting, to evaluate the arguments and decide. I need more time. “It is worth highlighting that this meeting was scheduled on May 8th (date of our last meeting) and officially convened on May 19th (lack of time !!! again !!!).
From this point on, I understand that the meeting has become almost a hospice, because it is insane to accept that at this point of our lifes, after all the things that we saw, the main argument of opposition is the “lack of condition to discuss”.

I say that became a hospice, because the OpenXML supporters was tied to a fragile and indecent argument that “we’re not prepared to discuss,” saying that in this way, Brazil could not make the protest against the whole process by “lack of consensus” (as if consensus and unanimity was the same thing). Just to clarify, at the ISO directives “Consensus is the absence of reasoned opposition.”

The final decision is that we will only “protest” against the BRM and against the lack of final version of the specification text, pretending that we didn’t identified any problems during the Fast-Track, as if we were a bunch of blind and incompetent idiots. The ABNT undertook to send our “protest” to ISO on this Thursday.

In my understanding, those who don’t know theJTC1 directives cannot even attend such a meeting. Moreover, who goes to a meeting where an agenda item is “decision making” without conditions to take any decision is at least ill-intentioned (was there to do what? Prevent that fair and honest people work?) .

Worse than that, was to see kindergarten arguments tumultuating a serious and professional discussion like the one that should take place at that meeting.

When Brazil decided to vote NO on OpenXML, the kindergarten argument of “lack of time to read everything” wasn’t used. We’ve made an tremendous effort to review the specification and we vote with a complete technical knowledge of the facts. This time, the foolishness, disrespect and irresponsibility has won.

If an objective debate was realized at the meeting, with reasoned arguments against anything that I’ve presented, I would discuss the issue for hours (or even days) with anyone who was there. The only thing that I cannot accept, for ethical, moral and hygienic reasons, is that foolish and irresponsible arguments are used to prevent an objective discussion.

I would like to clarify that on these meetings, ABNT only acts as our secretariat and usually cannot interfere in any decision taken, only leading the group on the appropriate procedures and criteria. The representative of ABNT at the meeting, has tried to put order on that insanity almost at the end of the meeting, saying that she had not seen, until that moment, any reasoned opposed argument to what I’ve presentd, but she was stopped immediately from speak by the same person that started the whole mess at the meeting. We tried to argue in her defence and the things really get hard. For the first time I almost saw a real fight inside a meeting.

With all this presented, I see no alternative but to announce my decision to withdraw from this group at ABNT. If one day the ethics and logic prevails again at that group, I would be happy to come back, but given the fact that dirty and unrespectable tactics,  the ones that internationally ashamed the the name and reputation of our country, are used with effectiveness by the group who defends the indefensible, I prefer to keep me away. I highlight here that there are other members of this group, and its coordinator, that were also victims of this irresponsibility, but nothing could be done.

If it is to work seriously again, I’ll go back to the group. I cannot participate in something like this without taking this very seriously and unfortunately not all members there are guided by this principle (in fact, some there might confuse the word “principle” with “interest”, and are guided only by this last one).

I am not the owner of the truth, but I’m not “falling in love” with the lie.

If one ask me one day:

“Why Brazil did not presented a strong protest against the OpenXML approval at ISO?”

I can only answer:

“Because OpenXML supporters in Brazil were not prepared for this discussion.”

THIS IS A COMPLETE SHAME !!!

And here is my appeal: Each time you find a supporter of OpenXML ahead, say to him “Thank you for making Brazillian folks looks like clowns, international clows.”

Na última segunda feira (26/05/2008), tivemos uma reunião do grupo da ABNT que tratou do OpenXML para deliberarmos sobre o envio de uma apelação brasileira à aprovação do OpenXML.

Eu passei o feriadão estudando as Diretrizes do JTC1, e encontrei diversas aparentes violações às diretrizes. Com base nelas, preparei uma apresentação para ser usada na reunião. Coloquei ainda nesta apresentação uma série de questionamentos que a delegação brasileira já havia encaminhado à ABNT solicitando o encaminhamento à ISO.

Preparei a apresentação apenas com o intuito de demonstrar as irregularidades que encontrei e contribuir para o conteúdo de uma eventual apelação brasileira (que deveria ser apresentada em até 72 duas horas após o término da reunião).

No início da reunião, ficamos sabendo que finalmente a ISO respondeu a nossos questionamentos sobre o BRM e a resposta a uma considerável parte deles foi bem clara: Esta é a opinião do Brasil e se consideram que têm razão, apelem.

Fiz toda a minha apresentação (+ de 20 slides), respondendo a todas as dúvidas e sem receber em nenhum instante sequer uma contrargumentação ao que estava sendo apresentado.

Ao término desta apresentação (do que posso chamar, um verdadeiro “baton na cueca”), o representante de uma empresa (adivinha qual) deu a linha de defesa aos seus companheiros na sala: “Não estou preparado nesta reunião para avaliar os argumentos e decidir. Preciso de mais tempo.” Vale a pena destacar que a reunião desta segunda feira foi agendada no dia 8 de Maio (data da última reunião) e convocada oficialmente no dia 19 de Maio.

Deste ponto em diante, entendo que a reunião se tornou quase que um hospício pois só sendo louco para aceitar que nesta altura do campeonato, com tanta água já passada em baixo da ponte, o principal argumento de oposição é a falta de condição de debater. Naquele momento me lembrei das palavras do filme Tropa de Elite: “02, PEDE PRÁ SAIR :)”- Prá não falar em “O Sr. é um Fanfarrão”… Se o Cap. Nascimento estivesse naquela sala, o final teria sido bem diferente :)

Digo que se tornou um hospício, pois agarrados a uma frágil e indecente argumentação de que “não estavam preparados para opinar”, alegaram que desta forma não poderiamos apresentar o protesto contra o processo todo por falta de consenso (como se consenso e unanimidade fossem a mesma coisa). Só para clarificar, nas diretrizes da ISO temos que “Consenso é a ausência de contraposição fundamentada.”

A decisão final é de que iremos apenas “protestar” contra o BRM e contra a falta da versão final do texto da especificação, e fazer de conta que não identificamos problema algum durante o processo do Fast-Track, como se fossemos um bando de cegos e incompetentes. A ABNT se comprometeu a enviar nosso “protesto” à ISO nesta quinta feira.

No meu entendimento, quem desconhece as diretrizes do JTC1 não pode sequer participar de uma reunião dessas. Além disso, quem vai a uma reunião onde um item de pauta é “tomada de decisão”  sem condições de tomar decisão é no mínimo mal intencionado (foi lá fazer o quê ? impedir que gente justa e honesta pudesse trabalhar ? Será um Fanfarrão ?).

Pior que isso, é ver a balbúrdia que conseguiram fazer em uma reunião que estava indo bem até que argumentações dignas de uma discussão de crianças no jardim da infância, brigando por causa de uma bola velha, tumultuasse tudo e tirasse todos do sério.

Quando o Brasil decidiu o voto NÃO ao OpenXML, não se utilizou o argumento simplório de “falta de tempo para ler tudo”. Fizemos um esforço descomunal para analisar a especificação e demos nosso voto com total embasamento técnico e conhecimento de causa. Desta vez, a insensatez e a irresponsabilidade imperaram.

Caso o debate objetivo fosse travado na reunião, com contra argumentações fundamentadas a tudo o que apresentei, eu faria questão de discutir por horas com quem quer que fosse. Apenas não consigo admitir, por questões éticas, morais e higiênicas, que argumentos infantis e irresponsáveis sejam utilizados para impedir o debate objetivo.

Gostaria de esclarecer que nestas reuniões, o papel da ABNT é apenas de secretariado e usualmente a ABNT não pode interferir em nenhuma decisão tomada, podendo apenas orientar o grupo sobre os procedimentos e critérios adequados.
A representante da ABNT na reunião, tentou até ordenar aquela insanidade quase no final da reunião, dizendo que não tinha visto até aquele momento nenhuma contraposição fundamentada ao que eu apresentei, mas foi imediata e ríspidamente interrompida de falar pelo mesmo cidadão que inicou o tumulto todo. Tentamos argumentar em sua defesa e os ânimos se acirraram bastante. Pela primeira vez eu quase vi uma briga dentro de uma reunião destas.

Com tudo isso apresentado, não vejo outra alternativa a não ser anunciar a minha decisão de me retirar deste grupo da ABNT. Se um dia a celeridade voltar a prevalecer no grupo, volto a ele com todo o prazer, mas diante da constatação que táticas sujas, despeitosas e que envergonham internacionalmente o nome e a reputação de nosso país forem utilizadas com efetividade pelo grupo que ali defende o indefensável, eu prefiro me manter afastado. Destaco aqui que os demais companheiros do grupo bem como seu coordenador foram também vítimas desta irresponsabilidade, sem que nada pudesse ser feito.

Se for para trabalhar com seriedade novamente, volto ao grupo. Não consigo participar de uma coisa destas sem levar isso muito a sério e infelizmente nem todos ali se guiam por este princípio também (aliás, alguns ali talvez confundam a palavra “princípio” com “interesse”, e se guiam somente por este).

Não sou dono da verdade, apenas não tenho um caso de amor com a mentira.

Se um dia me perguntarem:

“Por que o Brasil não apresentou um protesto firme na ISO contra o OpenXML ?”

Só poderei responder

“Por que os apoiadores do OpenXML no Brasil não estavam preparados para esta discussão.”

UMA VERGONHA !!!

E fica aqui meu apelo: Cada vez que encontrarem um apoiador do OpenXML pela frente, lhe agradeça por nos fazer por palhaços internacionalmente…

Microsoft announced today that Microsoft Office 2007 will not support the ISO version of the OpenXML. BTW, who knows if the next version of MS Office will?

They also announced the native support for ODF 1.1 in MS Office 2007 after the installation of Service Pack 2, scheduled for 2009. It seems that the ODF will be (or could be) the default format of Microsoft Office 2007.

I’m also happy to see the recognition by the company that ODF is a “de facto standard,” and that they will participate in the OASIS ODF technical committee (of which I belong).

The only thing I would like to understand is what will be done with OpenXML. There must be some good humorist in the board of Microsoft, because they really rush things to approve it as an international standard, that I thought it would be adopted immediately by MS Office (maybe English humor ?… I don’t know why, but that reminds me Alex Brown…).

Anyway, here I will fulfill a promise made to many people. There is a music of Bob Marley called Small Axe, which has the chorus:

“So if you are the big tree
We are the small axe
Ready to cut you down (well sharp)
To cut you down ”

 

The whole lyric has much more cool and related things, but I love this part of it, and with it I would like to thank all those “small axes” that as I did, insist on working, working, without concern for whether the other side there is a bush or a giant oak.

Let’s see if the reality will be as beautiful as the announcement. Anyway, I think we are finally turning a page in the history of IT.

And to the ones that knows my promise, wait… the tattoo is coming :)

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